Dragões, profecias, medo: história do fascínio pelos eclipses
Astrônomos, pesquisadores e amantes do mundo galáctico aguardam ansiosamente pelo eclipse solar total do dia 12 de agosto.
Apesar da expectativa, ele não poderá ser visto do território brasileiro.
Somente os residentes de uma estreita faixa que vai da Groenlândia, passando pela Islândia, Rússia, Espanha e Portugal, terá o prazer de observá-lo.
Se não veremos o eclipse solar, poderemos observar, na passagem da noite de 27 para 28 de agosto, um eclipse lunar.
Não tem a mesma carga de medo, assombro e beleza do solar, mas ainda assim, é um fenômeno que merece algum esforço para ser contemplado.
O eclipse, sem dúvida, é o fenômeno galáctico com mais pedaços de história.
Quase todos os povos o descreveram desde as tabuinhas cuneiformes da Mesopotâmia.
Da Odisseia aos dragões chineses.
Uma tênue linha une dois fenômenos destes dias: os eclipses solar e lunar com o filme “Odisseia”, que narra as viagens de Ulisses.
Quando o herói volta a Ítaca, mais de mil anos antes de Cristo, encontra o caos criado pelos pretendentes a desposar sua esposa e os mata.
Um adivinho toma a palavra em meio à bagunça e prevê um eclipse que trará malignas trevas.
Na China Antiga, acreditavam que um dragão engolia o sol, batiam os tambores, golpeavam grandes gongos, disparavam flechas para matar o dragão e realizavam rituais para expulsá-lo.
Tinham medo, era um presságio da morte do imperador, o “Filho do Céu“, responsável pela manutenção da harmonia celestial.
A onça que come o sol e a lua.
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