China critica a 'demonização' de seus centros culturais pelos EUA
A China acusou, nesta segunda-feira (26), os Estados Unidos de difamar e demonizar os Institutos Confúcio, depois que Washington classificou indiretamente esses centros culturais, financiados por Pequim, como "ameaças à segurança nacional".
Os Institutos Confúcio estão presentes em diversos países e geralmente funcionam dentro de universidades. Seu objetivo é difundir a cultura chinesa por meio do ensino do idioma e da organização de eventos culturais.
Nos Estados Unidos, as autoridades os acusam de fazer propaganda a favor do governo chinês. Por isso, Washington reduziu drasticamente sua quantidade desde 2025.
Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, acusou os Institutos Confúcio de terem criado "organizações adormecidas" em universidades americanas que, segundo ele, representam "ameaças à segurança nacional".
A AFP não conseguiu verificar essas alegações, que Pequim rejeitou nesta segunda-feira por meio de seu Ministério das Relações Exteriores.
"Nos opomos ao desprestígio deliberado e à demonização dos Institutos Confúcio", declarou o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa.
"Os intercâmbios e a cooperação educacional entre China e Estados Unidos contribuem para fortalecer o entendimento mútuo entre os povos de ambos os países", afirmou, acrescentando que esses vínculos "não deveriam sofrer interferências nem ser minados".
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