Democracia Corinthiana teve forte presença na 4ª vitória de Lula
A festa depois da vitória do presidente Lula sobre o candidato de extrema direita Flávio Bolsonaro me lembrou um momento muito marcante da minha vida.
As pessoas gritando, buzinando, em festa e com o rosto demonstrando ter uma felicidade genuína me fizeram viajar no tempo.
A avenida Paulista totalmente tomada de ponta a ponta de gente aliviada, lutadora e democrata, que saiu às ruas nestas últimas semanas com o objetivo de defender a nossa democracia.
Pois bem, em 1982 aconteceu o mesmo: não só fomos votar pela primeira vez para o governo do estado depois do golpe militar de 1964, mas também pela conquista do título paulista pelo Corinthians da democracia.
Uns mais, outros menos, mas as ameaças que sofremos durante todo aquele ano apontavam para um futuro sombrio para todos os envolvidos no movimento da democracia.
Nós também precisávamos do povo, não só dos corintianos, mas de todos os torcedores, independentemente dos times para que torciam, para fortalecer a nossa luta pela redemocratização.
A Democracia Corinthiana era o último capítulo daquela violenta e assustadora luta pela liberdade.
Eu sei que quem não viveu aqueles momentos não terá noção do que foi aquilo, e coincidentemente o nosso presidente reeleito Lula era candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PT (Partido dos Trabalhadores).
Aquele metalúrgico, homem do povo, corintiano roxo, ops, vermelho, já estava demonstrando a sua força como uma forte liderança da esquerda brasileira.
Enquanto isso, em campo, a Democracia Corinthiana vencia seus adversários dando espetáculo.
Um grupo de jogadores verdadeiramente democráticos, porque nem todos ali eram de esquerda, mas uma democracia genuína é assim:
Liberdade para ser o que quiser, respeitando as diferenças de cada um.
Quem era adolescente em 1982, como eu, se lembra bem daquele time corintiano:
Sollito, Alfinete, Mauro, Daniel Gonzalez e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon; Ataliba, Casagrande e Biro-Biro, mas ainda havia outros guerreiros como Sollitinho, o nosso Zé Maria (Super Zé), Wagner, Gomes, Luís Fernando, Eduardo, Ismael, Magu, entre outros.
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