"O voto é secreto", diz médica que orientou a não dar alta a petistas
Marcella Segato de Sousa Melo, médica denunciada ao Ministério Público Federal ( MPF ) após dizer em um grupo de profissionais da saúde para não dar alta a pacientes que votam no Partido dos Trabalhadores (PT), afirmou em nota à imprensa que “o voto é secreto”, e que nunca atrasou ou negou uma alta médica por lado político do paciente.
Ela foi demitida do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO), onde era terceirizada.
Em nota divulgada à imprensa, Marcella pede desculpas aos pacientes e suas famílias, aos colegas de trabalho e internos da unidade hospitalar. “Lamento profundamente que minhas mensagens tenham destoado do compromisso que sempre orientou minha atuação profissional”, diz parte da nota.
A médica também afirmou que as mensagens não espelham o seu comportamento no hospital e ressaltou que o voto “deve ser respeitado, sem qualquer tipo de retaliação”.
“Peço desculpas às pacientes e às suas famílias, aos colegas, aos internos e ao hospital. Lamento profundamente que minhas mensagens tenham destoado do compromisso que sempre orientou minha atuação profissional.
Essas mensagens, porém, não se transformaram em conduta nem resultaram em procedimentos inadequados. Nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada. Todas foram avaliadas e liberadas exclusivamente por critérios clínicos, como sempre ocorreu.
Da mesma forma, nenhuma avaliação levou em conta preferência política. O voto é secreto e deve ser respeitado, sem qualquer tipo de retaliação.
Desde 2017, realizei milhares de partos de mulheres de diferentes origens e convicções. É esse compromisso que verdadeiramente orienta minha vida profissional”.
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