Procuradoria Regional Eleitoral pede investigação sobre médica que orientou a não dar alta a 'petistas' em dia de eleição
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ A Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás (PRE-GO) pediu a investigação do caso da médica Marcella Segato de Sousa Melo, suspeita de orientar outros profissionais de saúde a não dar alta a pacientes durante o primeiro turno das eleições porque, segundo ela, “a maioria é petista”.
A ginecologista e obstetra foi demitida da unidade, segundo informou o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC), em Goiânia.
Médica é demitida de hospital após mensagem orientando a não dar alta a pacientes por a maioria ser 'petistas' Segundo a PRE-GO, o caso foi encaminhado ao órgão do Ministério Público Eleitoral responsável pela apuração.
A Procuradoria informou ainda que foram adotadas medidas preventivas para garantir o livre exercício do voto no segundo turno das eleições.
O procedimento tem acesso restrito e, por isso, a PRE-GO não informou quais medidas preventivas foram adotadas nem deu detalhes sobre a apuração.
O órgão afirmou que não antecipa qualquer avaliação sobre os fatos investigados. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em nota enviada ao g1, Marcella pediu desculpas pelas mensagens, mas afirmou que a orientação não resultou em conduta inadequada e que nenhuma paciente teve a alta atrasada ou negada.
“Da mesma forma, nenhuma avaliação levou em conta preferência política.
O voto é secreto e deve ser respeitado, sem qualquer tipo de retaliação”, afirmou.
Médica é suspeita de orientar funcionários a ‘não dar alta para petistas’ em dia de eleição Reprodução/TV Anhaguera LEIA TAMBÉM: Veja o que se sabe sobre o caso da médica suspeita de orientar a não dar alta a pacientes 'petistas' no dia da eleição, em Goiás Médica diz que mensagem sobre não dar alta a pacientes 'petistas' não gerou conduta inadequada: 'Nenhuma paciente teve alta atrasada ou negada' Médica suspeita de enviar mensagens orientando a não dar alta a petistas é afastada das funções, diz hospital Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, está com inscrições abertas para vagas de contratação imediata e cadastro de reserva Divulgação/Maternidade Célia Câmara Mensagem no grupo A mensagem foi enviada no dia 2 de outubro, dois dias antes do primeiro turno, em um grupo privado que reúne profissionais médicos da maternidade.
“Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”, escreveu Marcella.
Prints da conversa mostram que 12 participantes reagiram à mensagem com emojis de risada, sinal de positivo e bandeira do Brasil.
Um dos participantes respondeu “combinado”.
Até o momento, não há confirmação de que alguma paciente tenha tido a alta atrasada ou negada em razão de preferência política.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Goiás.