Haddad sobre Lulinha e Master: "Passar a régua em quem quer que seja"
Candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) defendeu, nesta quarta-feira (19/8), uma atuação independente da Polícia Federal no inquérito aberto para investigar indícios de corrupção e de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT ).
“Eu sou a favor de passar a régua em quem quer que seja .
Porque, assim, tem uma lei, ela tem que ser respeitada.
A pessoa errou.
Eu não quero saber o partido, a religião, o time de futebol, paga”, afirmou o petista durante sabatina realizada pelo jornal O Globo, Rádio CBN e Valor Econômico, em S ão Paulo .
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal e obtidas pela coluna Tácio Lorran , do Metrópoles , mostraram que Lulinha mantinha encontros com integrantes do núcleo duro do Palácio do Planalto e até orientava os negócios da lobista Roberta Luchsinger , contratada por empresários que compravam a influência dela e a do filho do presidente para conseguir contratos.
Questionado sobre a investigação e a relação com Lula e Lulinha, o ex-ministro afirmou que o presidente “não passa pano para ninguém “ e que as autoridades possuem total liberdade para apurar as suspeitas.
“Pode ser amigo, filho, parente, nunca vi o presidente Lula mexer um dedo, falar uma coisa que disseram: ‘Olha, não vamos mexer’.
Nunca vi.
A Polícia Federal 100% de liberdade sempre, o Ministério Público 100% de liberdade sempre, o discurso dele público sempre.
Eu não vou passar pano para ninguém, quem tiver que responder, responda.
Eu respondo pelos meus atos, cada um responde pelo seu lado”, reforçou.
Em entrevista à imprensa após a sabatina, Haddad voltou a mencionar o caso Master e admitiu o risco de impacto na campanha eleitoral.
“Toda apuração tem impacto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.