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Após 23 anos da invasão: EUA preparam saída do Iraque enquanto Bagdá enfrenta pressão para desarmar milícias

Revista Fórum ·
Após 23 anos da invasão: EUA preparam saída do Iraque enquanto Bagdá enfrenta pressão para desarmar milícias

Os Estados Unidos pretendem retirar suas tropas do Iraque até o fim de setembro , encerrando uma etapa da presença militar iniciada com a invasão de 2003, que derrubou Saddam Hussein.

As informações são da RT , que acompanha a movimentação em meio ao aumento das tensões entre o governo iraquiano e grupos armados que atuam no país.

O prazo citado pela emissora é 30 de setembro .

A saída ocorre em um momento especialmente delicado para Bagdá, que tenta ampliar o controle estatal sobre as armas e evitar que disputas regionais provoquem uma nova crise interna.

Segundo a RT, a Coalizão para a Administração do Estado do Iraque estabeleceu que, depois dessa data, atividades armadas realizadas fora das estruturas oficiais poderão ser enquadradas pela legislação antiterrorista .

A medida atinge diretamente as milícias xiitas ligadas ao Irã, cuja presença militar e política representa há anos um dos principais impasses do país.

A situação se agravou com a guerra contra o Irã iniciada em fevereiro.

A Arábia Saudita acusou grupos apoiados por Teerã de lançar drones a partir do território iraquiano contra instalações petrolíferas e contra Riad.

Em julho, forças sauditas e o Comando Central dos Estados Unidos responderam com ataques contra posições de milícias no leste iraquiano, de acordo com a reportagem.

O primeiro-ministro Ali al-Zaidi , que assumiu o cargo há poucos meses, enfrenta agora pressões de lados diferentes.

Washington cobra maior controle sobre os grupos armados, enquanto Teerã busca preservar sua influência no país.

Ao mesmo tempo, setores políticos iraquianos temem que uma ofensiva contra as milícias provoque confronto aberto.

A RT informa ainda que o comandante da Força Quds iraniana, Esmail Qaani, esteve em Bagdá em 11 de agosto , onde teria se reunido com representantes políticos e integrantes de forças xiitas.

Segundo relatos citados pela emissora, Qaani teria defendido que as milícias não entregassem suas armas , sob o argumento de que o governo iraquiano poderia sair enfraquecido de um confronto direto.

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