quarta-feira, 12 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
Últimas
Geral

Filme lembra Honestino Guimarães e expõe a barbárie da ditadura

UOL Notícias ·
Filme lembra Honestino Guimarães e expõe a barbárie da ditadura

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Honestino Guimarães é um líder estudantil importante nos anos 1960, que acabou um tanto esquecido pelo tempo. Um filme sobre ele tem, primeiro de tudo, o papel de homenagem à sua memória. É importante lembrar que o diretor, Aurélio Michiles, foi seu colega na Universidade de Brasília.

Em segundo lugar, o filme se justifica por situar-se primordialmente em Brasília. Temos uma capital federal nova em folha e, para começar, um Darcy Ribeiro que consegue quase contrabandear a lei que funda a hoje bem conhecida UnB.

Temos então, por um lado, contato com a atividade, a liderança, a combatividade e mesmo a afetividade de Honestino. Entram aí depoimentos de diversos colegas, alguns que se tornaram guerrilheiros, outros que viriam a ser cineastas de destaque —neste caso estão Jorge Bodansky e Hermano Penna, que filmava clandestinamente atividades policiais-militares no campus—, e mesmo contemporâneos não necessariamente ligados ao líder, caso de José Genoíno, futuro guerrilheiro, ex-deputado federal e ex-dirigente político.

Michiles retoma a opção central de sua carreira, dando mais ênfase à segurança das informações do que à busca de inovação. Isso abre um vasto panorama a explorar sobre o seu personagem e, por exemplo, as relações afetivas, em especial a que mantinha com a filha que, pequena, hoje nem se lembra da figura paterna. Essa ideia é quase contrastante com a imagem do líder que saía à frente de todos para combater as tropas que a todo momento entravam no campus da UnB.

Honestino Guimarães iniciou sua atividade ainda como estudante secundarista, filiando-se à Ação Popular, a AP, corrente política de inspiração católica. Na UnB foi presidente do Diretório Acadêmico da Geologia, antes de se tornar o principal líder estudantil da capital federal.

Mais tarde, a AP assume-se como uma organização marxista-leninista, e muda a sua sigla para APML, radicalizando em relação ao ideário original, mas sem participar diretamente da guerrilha que outras organizações levavam adiante no país. A APML privilegiava a mobilização da população contra a ditadura, além da preparação de embates futuros.

Isso não impediu Honestino de ser preso e torturado mais de uma vez. Eis algo que o filme informa com ênfase.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Este assunto em outros veículos

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Geral

Ver tudo ›