Metade dos adolescentes brasileiros passa mais tempo online do que gostaria, diz pesquisa
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Metade dos adolescentes brasileiros passa mais tempo online do que gostaria. A maioria (71%) acha que a internet precisa mudar, se tornar melhor, mas só uma pequena parte (19%) se sente capaz de fazer algo para que essa mudança aconteça. E 9% acham que seria melhor que a internet deixasse de existir .
Os dados fazem parte da pesquisa Adolescência Sem Filtro, divulgada nesta quarta-feira (12), Dia Internacional da Juventude.
O estudo analisa hábitos online de jovens de todas as regiões do Brasil, de 13 a 17 anos, além de suas percepções e reflexões sobre o universo digital.
Foi realizado pelo Instituto Alana, de defesa da infância e adolescência, em parceria com a agência Koga, que investiga comportamentos, e entrevistou 505 meninos e meninas, entre 15 e 25 de junho, com uma amostra representativa da população brasileira nessa faixa etária. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro, de 4,39%.
Em uma fase inicial, oito adolescentes passaram por treinamento para atuar como pesquisadores e entrevistar um grupo de 128 participantes. A ideia, de acordo com os responsáveis pelo estudo, foi proporcionar uma conversa direta entre os adolescentes, sem adultos como intermediários. Com base nessas entrevistas, foram definidas as questões feitas na pesquisa quantitativa.
Os resultados apontam para uma juventude que considera sua relação com o universo digital longe do ideal. Praticamente a mesma proporção dos que passam mais tempo online do que gostariam (50%) acha que sua criatividade diminuiu em razão do uso da internet (49%).
Gira em torno dos 40% o número dos que se sentem mais dependentes do celular e da internet do que se sentiam há dois anos, acham que perderam a qualidade do sono e tempo de estudo e têm medo de golpes ou fraudes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.