Ministério vê “vantagem significativa” para carne do Brasil nos EUA
O Ministério da Agricultura e Pecuária avalia que o Brasil pode se beneficiar da decisão do governo dos Estados Unidos de ampliar temporariamente a cota para importação de carne bovina magra com tarifa reduzida.
“A vantagem econômica da cota é significativa e o Brasil tem condições de se beneficiar de grande parte dela.
A tarifa de importação aplicada atualmente é de 26,4%.
Para as 300 mil toneladas incluídas na cota, a tarifa será de USD 44 / tonelada”, afirmou o ministério em nota.
A medida está num decreto assinado nesta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aumenta em 300 mil toneladas a quantidade de aparas magras e recortes de carne bovina que podem entrar no país dentro da cota tarifária.
Leia Mais Pecuáristas dos EUA criticam plano de Trump de importação de carne Produtores de gado dos EUA criticam flexibilização na importação de carne Demanda recorde dos EUA abre espaço para avanço da carne bovina brasileira A medida começa a valer em 1º de setembro e terá duração de 90 dias.
O produto é usado principalmente na fabricação de carne moída.
A nova cota contempla países que não possuem cotas específicas para exportação de carne bovina aos Estados Unidos, como o Brasil, Paraguai e Irlanda.
A decisão também estabelece que as autoridades americanas vão monitorar os preços das importações realizadas dentro da nova cota.
Se os produtos não forem comercializados a um preço 25% inferior ao preço de mercado, os Estados Unidos poderão eliminar a parcela restante da cota ampliada.
“O Mapa seguirá acompanhando a implementação da medida e seus impactos sobre o comércio internacional de carne bovina, em articulação com o setor produtivo e exportador brasileiro , visando identificar oportunidades e apoiar a ampliação da presença da carne bovina brasileira em mercados estratégicos”, afirmou o ministério.
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