Fim da isenção de imposto de renda de LCIs, LCAs e outros títulos deve voltar à pauta em breve — e o motivo é esta conta bilionária
Os títulos de renda fixa isentos de imposto de renda (IR) para as pessoas físicas, como debêntures de infraestrutura, LCIs e LCAs, voltaram ao centro do debate econômico.
A necessidade de um ajuste fiscal em 2027 é dada como urgente pelo mercado, e o fim da isenção para esses títulos incentivados deve ser um dos tópicos debatidos pelos parlamentares.
O motivo é bilionário.
Pelos cálculos da equipe de macroeconomia da Warren Rena , a concorrência dos papéis isentos com os títulos públicos já gerou um custo adicional ao Tesouro Nacional de R$ 24 bilhões.
Isso porque, diante do benefício tributário dos incentivados, os investidores estariam exigindo taxas maiores do governo para comprar a dívida pública, que tem incidência de imposto de renda.
O número considera a dívida maior por causa dessas taxas altas entre 2024 e o primeiro semestre de 2026.
A situação gera uma despesa dupla para os cofres públicos , segundo o estudo da Warren.
Além dos R$ 24 bilhões de encarecimento das taxas por causa da concorrência dos isentos, tem mais R$ 33 bilhões de renúncia fiscal, o imposto que deixa de ser recolhido por conta da isenção — o que gera uma c onta de R$ 57 bilhões .
“O apetite dos investidores institucionais ou pessoas físicas por títulos indexados à inflação está sendo todo suprido por incentivados.
Não sobra apetite para os títulos públicos.
Estamos falando de uma demanda que é finita”, diz Luis Felipe Vital , chefe de estratégia macro e dívida pública da Warren Rena.
Os isentos já existiam.
O mercado é que mudou Debêntures incentivadas, LCIs, LCAs, CRIs e CRAs com isenção de imposto de renda existem há anos.
Durante muito tempo, a visão predominante do governo e dos agentes financeiros era que esses papéis ajudavam empresas e setores estratégicos a captarem recursos sem prejudicar o financiamento da dívida pública.
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