Maior aérea do mundo aposta no Brasil com experiência premium e avião novo
A American Airlines, considerada a maior companhia aérea do mundo em número de passageiros, inseriu o mercado consumidor brasileiro na sua estratégia de expansão, com foco no passageiro premium, especialmente o corporativo. A empresa quer conquistar esse público com a ampliação da oferta de assentos de maior valor.
"A gente tem dobrado a aposta para continuar contando nossa história, que é a história de uma companhia aérea global premium", diz José Freig, vice-presidente de Operações Internacionais e Serviço de Bordo da American Airlines, em entrevista ao UOL durante visita à sede da companhia, em Dallas.
Umas das medidas para ampliar a oferta de assentos premium, categoria que fica entre as classes econômica e a executiva, foi modernizar a cabine de passageiros dos Boeing 777-300. Após o retrofit, esse modelo de aeronave terá 18 assentos premium a mais. Vinte aviões desse tipo na frota passarão pela transformação, inclusive aos que atendem ao mercado brasileiro, segundo Freig.
A remodelagem das cabines também envolve os novos Boeing 787, que terão mais assentos com configuração que permite ao passageiro ficar totalmente deitado em comparação com versões anteriores do modelo. A American também prevê crescimento na premium economy, produto que já oferece.
Para Freig, a mudança acompanha uma transformação no comportamento dos passageiros desde a pandemia. Segundo ele, a busca por experiências aumentou não apenas na aviação, mas também em hotéis e eventos, e o cliente está mais disposto a pagar por produtos que ofereçam uma experiência diferenciada.
Outra aposta é a conexão entre o sistema de entretenimento e os dispositivos pessoais. "Acho que o bluetooth (tecnologia de conexão) é uma virada de jogo", afirma. Freig destaca o uso dos próprio fones pelos passageiros para assistir aos conteúdos oferecidos nos voos.
Os novos interiores e tecnologias estão sendo implementadas aos poucos nas frotas, e, não necessariamente, todos os voos já contam com esses novos interiores.
A estratégia está associada à importância atribuída pela companhia ao Brasil. A American completa 35 anos de operações no país, onde mantém mais de 500 funcionários e se apresenta como a maior companhia aérea dos Estados Unidos em número de voos.
"Brasil é um mercado realmente importante para nós, por causa do tamanho do país", afirma Freig. Segundo ele, a relação com o país vai além da operação aérea. "Não somos transacionais. Estamos aqui para o longo prazo", afirma.
O executivo destacou o volume de investimentos feito no país. Foram US$ 75 milhões em um hangar no aeroporto de Guarulhos (SP). Fora isso, a companhia mantém mais de US$ 150 milhões em peças e componentes no local. "Esses não são pequenos investimentos", destaca o executivo.
Com relação à expansão da malha brasileira, a American tem planos de crescer cerca de 3%, mas Freig afirma que a empresa segue avaliando oportunidades. "Vamos continuar sendo obviamente muito agressivos em relação a oportunidades potenciais de crescimento e à nossa rede", afirma.
Já a rota sazonal entre o Rio de Janeiro e Nova York operada pela aérea não deve mudar no curto prazo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.