Estudo mostra que 69% dos eleitores não são polarizados
No Brasil atual, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se consolidaram como referências afetivas de campos opostos .
Para muitos eleitores, eles simbolizam pertencimento, ameaça, esperança, medo ou raiva.
Mas ainda que a imagem de um país dividido em 2 blocos equivalentes seja muito forte e disseminada, essa é uma visão incompleta do comportamento dos eleitores.
Para captar as nuances desse cenário, comparamos 2 levantamentos nacionais que cobrem duas décadas.
O 1º, realizado em 2006, ouviu 2.400 pessoas e mediu sentimentos em relação a Lula e Geraldo Alckmin (PSB).
O 2º, feito em maio de 2026, com 1.500 entrevistas, abordou Lula e Bolsonaro como referências dos principais campos políticos nacionais.
As duas pesquisas foram realizadas presencialmente, face a face, com amostras representativas da população brasileira.
Conduzida pelo FESPSP (Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) , a pesquisa mostrou que 69% dos brasileiros não se enquadram no perfil de uma polarização afetiva estrita.
Ela se dá quando os sentimentos positivos em relação ao próprio campo político se combinam com sentimentos negativos e rejeição ao campo oposto.
Ou seja, adesão positiva a um grupo e ódio ao oposto.
Não se trata apenas de preferir um candidato, mas de gostar de um lado e, sobretudo, rejeitar o outro.
A política deixa de ser apenas disputa entre programas ou opiniões e passa a envolver sentimentos intensos de identidade e rejeição.
O fato de quase 7 em 10 eleitores estarem fora dessa configuração polarizada significa que, embora a polarização tenha crescido nas últimas duas décadas, ela se mantém restrita a uma minoria do eleitorado.
Mas como se comportam os outros? Nem tão polarizados assim Nesse estudo, utilizamos um modelo bidimensional de mensuração dos afetos políticos, inspirado na literatura de inteligência afetiva e psicologia das emoções.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.