Nepal corre risco de ser devastado por 800 piscinas de lama em 72 horas
A trágica sequência de desastres no Himalaia ganhou um novo capítulo crítico.
Após o colapso de uma geleira devastar vilarejos na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China , um imenso reservatório de água formado pelo acúmulo de escombros ameaça ceder nos próximos dias.
Situada na confluência dos rios Chhochen Khola e Purepu Tsangpo, a barragem natural pode desencadear uma nova enxurrada de lama e detritos sobre comunidades já atingidas.
Segundo informações transmitidas pela emissora chinesa CCTV , com dados do Ministério dos Recursos Hídricos do país, a represa temporária retém cerca de 2 milhões de metros cúbicos de água – volume que equivale a aproximadamente 800 piscinas olímpicas.
La inundacion de nepal se llevó por delante una represa entera ☠️☠️☠️ pic.twitter.com/IhEd5bJpc4 — ElBuni (@therealbuni) August 26, 2026 O lago já opera em nível de transbordamento, e a expectativa das autoridades locais é de que até 3 milhões de metros cúbicos adicionais cheguem à bacia nas próximas 72 horas.
O fluxo constante pressiona a estrutura instável, elevando o risco de um rompimento abrupto enquanto equipes de resgate tentam localizar cerca de 1.500 desaparecidos e contabilizam mais de 350 mortos.
Para conter o avanço do perigo, órgãos técnicos da China realizam simulações computacionais de inundação e monitoram o comportamento do lago em tempo real.
A preocupação é evitar que o rastro de destruição se amplie, especialmente porque a topografia acentuada dos vales canaliza a água e os sedimentos com extrema velocidade em direção aos vilarejos localizados nas partes mais baixas.
O papel da ciência na leitura do desastre Embora a tragédia inicial tenha sido associada a um terremoto, após tremores de magnitude 4.4 serem registrados na região, análises subsequentes desmentiram a hipótese de um evento tectônico.
A vibração captada pelos equipamentos foi gerada pelo próprio atrito das toneladas de rocha, lama e gelo despencando pelas encostas.
Em participação no programa Olhar Digital News, o geógrafo Waldemir Lima dos Santos, professor da Universidade Federal do Acre (UFAC), explicou que o evento gerou a dissipação de uma onda sísmica em decorrência do movimento de massa.
“Foi mesmo em razão de um deslocamento de geleiras, o que, nessa região do Himalaia, hoje está sendo bastante comum”.
Impactante 👀 Roca gigantesca arrastrada por la fuerza del agua hoy en Nepal. pic.twitter.com/nfpWlfdoBq — Tiempo AMBA (@Tiempo_AMBA) August 27, 2026 Segundo ele, o processo resultou em um debris flow – termo técnico que descreve o avanço avassalador de uma enxurrada composta por lama, água e sedimentos, canalizada diretamente pelo leito dos rios.
A recorrência desses episódios está intimamente conectada à elevação das temperaturas globais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.