Lula mira Centrão para montar ministério e negociar apoio de Congresso mais à direita
A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial abriu uma nova rodada de negociações entre o Centrão e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar de terem apoiado o senador no segundo turno, integrantes de partidos como PP, Republicanos e União Brasil já avaliam a possibilidade de ocupar ministérios a partir de 2027.
O presidente, por sua vez, precisará ampliar sua base política para enfrentar um Congresso mais alinhado à direita.
A articulação deve ocorrer de forma fragmentada, com espaço para grupos regionais e lideranças que apoiaram Lula durante a campanha, mesmo quando suas direções nacionais seguiram outro caminho.
A avaliação de dirigentes ouvidos pela Folha de S.Paulo é que o governo poderá atrair parcelas dessas legendas, sem conseguir comprometer todos os seus deputados e senadores com a agenda do Planalto.
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Enquanto a maior parte do Centrão se aproximou de Flávio após o primeiro turno, diretórios estaduais mantiveram alianças com Lula.
Agora, essas lideranças buscam transformar a participação na campanha em influência na composição ministerial.
O movimento ganha importância diante do novo tamanho da oposição.
O PL terá 121 deputados federais e 28 senadores a partir de fevereiro, tornando-se a maior bancada das duas Casas.
Na Câmara, o PT contará com 70 parlamentares, enquanto a federação formada com PCdoB e PV terá 88 cadeiras.
Somados, PSD, União Brasil, PP e Republicanos terão 171 deputados.
O tamanho dessas bancadas amplia o peso das negociações com o centro na aprovação de projetos, especialmente os que exigem quóruns elevados.
Norte e Nordeste ganham espaço nas negociações Os diretórios que apoiaram Lula nas regiões Norte e Nordeste aparecem entre os grupos com maior proximidade do governo.
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