Dólar abre em baixa, a R$ 5,39, acomodando após alta de 8% ontem
Após subir 8,2% ontem e atingir a maior cotação em nove meses, o dólar abriu os negócios nesta terça-feira em leve baixa, cotado a R$ 5,39. A vitória do presidente Lula (PT) e derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) contrariou apostas quase unânimes entre instituições financeiras e gestores de recursos locais e estrangeiros, o que levou a ajustes por parte dos agentes econômicos. O início da sessão de negócios hoje sinaliza que a onda de reposicionamentos arrefeceu.
Dólar acomoda após forte alta ontem. No comercial para a venda, a moeda americana iniciou a sessão desta terça-feira em baixa de 0,16%, cotada a R$ 5,391, após alta de 8,2% ontem para a maior cotação desde 5 de janeiro .
Resultado eleitoral levou mercado a forte ajuste. O colunista do UOL José Paulo Kupfer apontou que os operadores do mercado financeiro vinham impulsionando as cotações de diversos ativos para cima, como no caso da Bolsa de Valores, e para baixo, como na cotação do dólar e nas taxas de juros futuros a partir de uma aposta que se mostrou equivodada — a de colocar todas as fichas na vitória da oposição.
Fichas demais na vitória eleitoral do candidato de oposição a Lula, o senador bolsonarista Flávio Bolsonaro, sem a devida base técnica e sem as necessárias cautelas, levaram os mercados a operar em terreno explosivo. José Paulo Kupfer, colunista do UOL
Nesse ajuste, o Ibovespa teve o pior desempenho diário desde 16 de março de 2020 , quando o índice caiu 13,92% em meio ao avanço da pandemia de covid-19. O principal índice da Bolsa brasileira recuou 13,88%, aos 176.357 pontos.
Negócios no exterior já apontam para acomodação dos ativos brasileiros. Antes mesmo da abertura do mercado brasileiro, o real já apresentava alguma resistência ante o dólar, enquanto o EWZ, maior ETF (fundo de investimentos negociado em Bolsa) de ações brasileiras nos Estados Unidos, avançava 0,64% na pré-abertura de Wall Street por volta das 9h.
Além de rescaldo dos ajustes de posições, mercado retoma foco hoje na política monetária. O Banco Central apontou no Relatório de Estabilidade Financeira do primeiro semestre de 2026 que não há risco relevante para a estabilidade financeira do país, mas reforçou indicadores de endividamento e de inadimplência como pontos de atenção. Gabriel Galípolo, presidente do órgão vai comentar o documento em entrevista à imprensa a partir das 11h.
No exterior, ações sobem após perdas expressivas. Antes da abertura dos negócios de Wall Street, as ADRs (Recibos de Depósito Americanos) dos bancos Bradesco e Itaú Unibanco sobem, respectivamente, 1,37% e 0,78% depois de derreterem mais de 20% na véspera. Já as ações da Petrobras avançavam 0,76% após a baixa de 13,99% no pregão da véspera.
Gerdau reporta crescimento de lucro no terceiro trimestre. O lucro líquido contábil registrou alta de 43,3%, enquanto no lucro líquido ajustado a alta foi de 39,7%, a R$ 1,52 bilhão. Já a receita atingiu R$ 18,69 bilhões, aumento de 3,9%.
Raízen prevê emitir ações e captar até R$ 39,8 bilhões. A Raízen definiu as condições para a emissão de novas ações ordinárias, preferenciais e Units.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.