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El Niño ganha intensidade no Pacífico enquanto rios sobem, provocam cheias em MS

Campo Grande News ·
El Niño ganha intensidade no Pacífico enquanto rios sobem, provocam cheias em MS

O El Niño ganha força no Pacífico em um outubro marcado por cheias dos rios Miranda, Taquari, Dourados e Apa em Mato Grosso do Sul.

Nesta quinta-feira (15), o índice CDAS (Sistema de Assimilação de Dados Climáticos) apontou a temperatura da superfície do mar 2,64 °C acima da média na região Niño 3.4, uma das principais áreas de monitoramento do fenômeno.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a anomalia mensal de setembro foi de 2,08 °C, a segunda maior para o mês desde 1950, atrás apenas de setembro de 1997, com 2,15 °C.

O aquecimento pode favorecer temporais no Estado, mas sua relação com cada cheia depende da análise das chuvas e das características de cada bacia hidrográfica.

A distinção é feita por Thiago Rangel, coordenador do Observatório Meteorológico da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Ele explica que o fenômeno modifica a circulação atmosférica em escala continental e interfere na distribuição das chuvas, da umidade e das temperaturas.

As causas imediatas de uma tempestade ou da elevação de um rio, porém, precisam ser investigadas em cada episódio.

“O fenômeno pode contribuir para o cenário climático, mas precisamos analisar cada evento para determinar quais fatores tiveram maior influência”, afirma.

Em boletim publicado em 13 de outubro, o Inmet informou que a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 ficou 2,08 °C acima da média em setembro.

O valor só foi superado, na comparação com o mesmo mês da série histórica, por setembro de 1997, quando a anomalia chegou a 2,15 °C.

No acompanhamento semanal de outubro, o indicador alcançou 2,4 °C.

O próprio instituto ressalta que valores semanais e mensais representam intervalos diferentes e exigem cautela na comparação.

Esses números expressam quanto a água está mais quente em relação à referência climatológica, e não sua temperatura absoluta.

A região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial, é uma das principais áreas utilizadas para acompanhar o fenômeno.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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