Abdômen “estufado” nem sempre é gordura: veja as principais causas e tratamentos
Fatores como diástase abdominal, flacidez e excesso de pele também podem estar por trás do volume abdominal
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Muitas pessoas acreditam que uma barriga saliente é sempre consequência do excesso de gordura corporal. Por isso, investem em dietas restritivas, intensificam os exercícios físicos e, mesmo assim, continuam incomodadas com o aspecto do abdômen. Embora a gordura localizada seja uma causa frequente, ela está longe de ser a única explicação.
Segundo o cirurgião plástico Dr. Josué Montedonio, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), diferentes alterações na parede abdominal podem provocar um aspecto de “barriga estufada”, mesmo em pessoas com baixo percentual de gordura.
“Recebo muitos pacientes frustrados porque emagreceram, melhoraram a alimentação, fazem atividade física regularmente e ainda assim continuam com o abdômen projetado. Nesses casos, é importante entender que nem sempre o problema está relacionado ao acúmulo de gordura”, explica.
Entre as alterações mais comuns, está a diástase abdominal, caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen. A condição costuma surgir durante a gestação devido ao crescimento do útero, mas também pode ocorrer após grandes oscilações de peso ou em pessoas com predisposição.
“O afastamento da musculatura reduz a sustentação da parede abdominal. Mesmo pacientes magros podem apresentar um abaulamento persistente porque a musculatura perdeu parte da sua capacidade de contenção”, explica o Dr. Josué Montedonio. Além da questão estética, a diástase também pode estar associada à sensação de fraqueza abdominal, dores lombares e alterações posturais.
Outro fator que frequentemente gera confusão é a flacidez. Após emagrecimentos importantes ou gestações, a pele pode perder elasticidade e não retornar completamente ao formato anterior. “A pele funciona como uma espécie de envelope do corpo. Quando ela perde elasticidade, pode permanecer excedente, alterando o contorno abdominal mesmo quando praticamente não existe gordura na região”, afirma o médico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.