Tebet diz que eleição de Flávio seria colocar "milícia do RJ no Planalto"
Candidata do PSB ao Senado por São Paulo , Simone Tebet avalia que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial representaria “um risco civilizatório” e para a soberania nacional.
“Podemos correr o risco de trazer a milícia do Rio de Janeiro para dentro do Palácio do Planalto ”, afirmou na saída de um debate entre candidatos ao Senado promovido pelo jornal O Estado de S.
Paulo, na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), na região central da capital paulsita.
Ao explicar a posição política, ela afirmou que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de se definir como uma política de centro .
“Eu não sou Lula, mas eu apoio o Lula porque o lado de lá significa um risco civilizatório, um risco da soberania nacional”, declarou.
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1 de 2 Candidatos ao Senado em São Paulo participam de debate Estadão/Divulgação 2 de 2 Candidatos ao Senado em São Paulo participam de debate Estadão/Divulgação Em 2008, quando a Assebleia Legislativa do Rio de Janeiro ( Alerj ) instalou a CPI das Milícias, Flávio Bolsonaro, que era deputado estadual, votou contra a abertura.
As milícias já dominavam comunidades, cobravam taxas ilegais, exploravam serviços, ameaçavam moradores e impunham medo em áreas inteiras do Rio.
Um episódio relevante da relação de Flávio com milicianos envolve Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano.
Suspeito de liderar uma milícia na zona oeste do Rio e apontado como integrante do Escritório do Crime, ele recebeu de Flávio Bolsonaro a Medalha Tiradentes, principal honraria da Alerj.
A condecoração foi concedida enquanto Adriano estava preso sob acusação de homicídio.
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A mãe e a então esposa de Adriano trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj.
Ambas deixaram os cargos em novembro de 2018, após virem à tona as suspeitas envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e amigo de longa data de Jair Bolsonaro.
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