EUA reconhece oito tentativas de suicídio no porta-aviões Lincoln
O governo dos Estados Unidos reconheceu oito tentativas de suicídio de militares americanos durante o destacamento excepcionalmente prolongado do porta-aviões Abraham Lincoln no Oriente Médio para a guerra contra o Irã.
Os casos dizem respeito à tripulação do porta-aviões e ao pessoal dos aviões e embarcações que o acompanham, segundo informou o secretário encarregado da Marinha, Hung Cao, em uma carta de resposta a perguntas da senadora democrata Kirsten Gillibrand, à qual a AFP teve acesso.
"Desde o início do destacamento do Lincoln, houve um total de oito tentativas de suicídio", afirma o responsável. "Não houve nenhum suicídio a bordo durante este destacamento", ressalta.
O secretário especificou que um "marinheiro caiu ao mar no começo de agosto" e "foi rapidamente resgatado e desembarcado do navio". Outro "tentou se lançar ao mar em março", mas seus "companheiros o impediram" e ele "retornou ao seu porto de origem", acrescentou.
Cao garantiu que o pessoal militar conta a bordo, entre outros recursos, com "cinco capelães, um psicólogo, um assistente social e um cachorro de apoio emocional".
O porta-aviões USS Abraham Lincoln e seus milhares de marinheiros deixaram San Diego em 21 de novembro de 2025 para uma missão no Mar do Sul da China, antes de serem redirecionados ao Oriente Médio em apoio à ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
No começo de setembro, realizou uma escala na Tailândia após 286 dias no mar.
Em agosto, parlamentares e famílias de militares alertaram para condições preocupantes para a tripulação, denunciando tentativas de suicídio, outros graves problemas de saúde mental, escassez de alimentos e condições de higiene precárias.
O presidente Donald Trump rejeitou categoricamente, na época, essas denúncias. Ainda assim, o porta-aviões foi substituído no Oriente Médio nesse mesmo período.
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