Zagueiro do Atlético-MG move ação contra o São Paulo por negligência médica
Mariju Maciel e Marina Maciel, advogadas de Ruan Tressoldi, zagueiro do Atlético-MG, divulgaram uma nota nesta terça-feira (18) sobre a ação judicial que o atleta move contra o São Paulo.
O defensor pede uma indenização de quase R$ 14 milhões ao Tricolor.
Na ação, que tramita na 4ª Vara do Trabalho de São Paulo, o jogador acusa o clube paulista de negligência médica durante o tratamento de uma lesão no joelho direito, sofrida em 2025.
Ruan busca indenizações por danos morais, despesas médicas, direitos de imagem e compensação de seguro obrigatório.
A defesa do atleta alega que a lesão ocorreu em 11 de maio de 2025, em um jogo contra o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro.
Segundo as advogadas, o atleta comunicou o problema ao departamento médico do São Paulo, mas continuou sendo escalado, o que teria agravado o quadro.
Leia Mais Fred desembarca em Belo Horizonte com festa da torcida do Atlético-MG Calleri projeta reencontro com o Boca Juniors: "Jogo especial" Atlético-MG tenta ampliar marca de “maior invicto do país” na Sul-Americana Acusações de tratamento inadequado As advogadas afirmam que o São Paulo realizou infiltrações para que o zagueiro pudesse atuar.
Além disso, teriam utilizado tratamento com PRP (plasma rico em plaquetas), considerado experimental pelo Conselho Federal de Medicina, sem o consentimento adequado do atleta.
Uma ressonância magnética feita em 15 de maio de 2025, poucos dias após a lesão inicial, apontou alterações no joelho que, conforme a defesa, não estavam presentes em exame admissional de agosto de 2024.
Mesmo com o resultado, Ruan Tressoldi jogou novamente.
Histórico no São Paulo e a versão do atleta Ruan Tressoldi atuou pelo São Paulo entre 2024 e 2025, período em que disputou 23 partidas com a camisa tricolor.
A nota da defesa explica os motivos que levaram o jogador a acionar judicialmente o ex-clube.
“Ruan permaneceu em silêncio até aqui por respeito ao São Paulo, à sua torcida e aos profissionais”, diz a nota.
A defesa esclarece que o jogador não ingressou na Justiça “porque deixou de gostar do São Paulo” ou “para obter alguma vantagem indevida”, mas sim por acreditar ter tido direitos violados.
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