Anvisa aperta controle sobre água e comida servidas dentro de aviões
A água servida nos aviões terá de passar por análises periódicas, enquanto a comida só poderá chegar à aeronave dentro de temperaturas determinadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
As exigências fazem parte das novas regras sanitárias para aeroportos e voos no Brasil.
Pela resolução, as companhias aéreas serão responsáveis por garantir que a água oferecida aos passageiros esteja dentro dos padrões de potabilidade.
Os testes deverão ser feitos em pontos de consumo da própria aeronave, como torneiras e locais usados no preparo de bebidas.
Os reservatórios dos aviões e os veículos usados para abastecê-los também terão de passar por limpeza e desinfecção periódicas.
Se houver suspeita de contaminação, a companhia deverá realizar novos testes e adotar medidas para impedir o consumo da água imprópria.
Nos aeroportos, as administradoras terão de manter um plano para controlar a qualidade da água desde o abastecimento até os pontos onde ela é oferecida.
O documento também deverá prever o que será feito em caso de interrupção do fornecimento ou identificação de algum risco.
Nos locais sem estrutura para abastecer aeronaves, a empresa aérea deverá sair de outro aeroporto com água suficiente para atender passageiros e tripulantes durante o voo.
Comida na temperatura certa - A Anvisa também estabeleceu limites para as refeições embarcadas.
Alimentos refrigerados deverão chegar ao avião com temperatura de até 10°C.
Os pratos quentes precisarão ser entregues a pelo menos 70°C.
A companhia deverá conhecer e registrar as condições em que os alimentos foram produzidos, armazenados e levados até a aeronave.
O objetivo é evitar que a comida fique tempo demais fora da temperatura adequada, o que favorece a proliferação de microrganismos.
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