Gigante chinesa planejava usar tecnologia 'roubada' da Samsung, revela julgamento
A ChangXim Memory Technologies (CXMT) planejava usar tecnologias de fabricação de memórias DRAM pertencentes à Samsung no desenvolvimento de seus produtos, de acordo com depoimentos de um caso relacionado a vazamentos de informações da gigante da tecnologia.
Os detalhes foram revelados pelo site Maeil Business na terça-feira (18).
Comparecendo a um tribunal na Coreia do Sul, o ex-funcionário da Samsung identificado como Jeon contou que a marca chinesa queria aproveitar segredos comerciais de sua antiga contratante em vez de criar métodos de produção a partir do zero .
Ele trabalhou na fabricante dos dispositivos Galaxy durante 28 anos, até se juntar à CXMT em 2016.
A empresa sediada na China não se pronunciou sobre as acusações do engenheiro , que foi condenado a sete anos de prisão por vazar segredos corporativos da Samsung.
O que teria sido roubado? De acordo com a reportagem, o antigo colaborador obteve ilegalmente um Plano de Receita de Processos (PRP) de 600 etapas da gigante sul-coreana.
O material revela aspectos como a sequência de etapas necessárias para a produção de memórias DRAM e especificações de equipamentos .
Parâmetros de implantação, tipos de ferramentas, temperaturas, pressão e técnicas de otimização do rendimento são algumas das outras informações disponíveis no conteúdo; Os documentos tratavam de processos desenvolvidos pela Samsung, com destaque para a tecnologia de DRAM de 18 nm ; “Desde o início, o CEO e o CTO da CXMT tentaram desenvolver DRAM roubando informações do Plano de Receita de Processo (PRP) da Samsung Electronics”, disse Jeon ao tribunal; “A CXMT não possuía institutos ou instalações de pesquisa na época de sua fundação e não tinha a intenção de desenvolver tecnologia por meio de pesquisa própria”, completou.
A tecnologia teria sido usada pela CXMT em produtos recentes, segundo a acusação. (Imagem: wmaster890/Getty Images) Uma simples cópia dos procedimentos não garante que o processo será imediatamente funcional , como ressalta o site Tom`s Hardware .
No entanto, o material detalhado acelera o tempo de desenvolvimento do nó de produção ao revelar aspectos importantes.
Os desenvolvedores também precisam utilizar as mesmas ferramentas ou modelos compatíveis na tentativa de alcançar resultados semelhantes .
Além disso, dependem de informações sobre a estrutura do transistor, obtendo-as a partir da engenharia reversa de produtos já lançados.
Salto tecnológico da CXMT Conforme os promotores do caso, a fabricante chinesa teria usado a tecnologia da Samsung para avançar rapidamente no desenvolvido de suas memórias.
Em geral, as empresas demoram entre três e cinco anos para projetar um nó de processo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.