Açúcar atinge máximas de mais de um ano por importações da Índia; cacau também sobe
Os contratos futuros de açúcar bruto e branco na ICE atingiram máximas de mais de um ano nesta quinta-feira, impulsionados pela preocupação de que o fortalecimento do fenômeno climático El Niño possa reduzir a produção global e pelas notícias de que a Índia autorizou a importação de açúcar isenta de impostos.
O contrato de açúcar bruto subiu para uma máxima de mais de um ano, de 18,26 centavos, no início do pregão, recuando posteriormente para fechar com queda de 0,2%, a 17,55 centavos.
Os corretores observaram que os preços domésticos recordes na Índia levaram o segundo maior produtor mundial a permitir as importações.
O governo da Índia permitirá a importação isenta de impostos de 1 milhão de toneladas até 31 de outubro, na tentativa de reduzir os preços locais.
O analista de açúcar da StoneX, Marcelo Di Bonifacio Filho, disse que a seca na Europa forçará o bloco a também importar açúcar.
Ele disse que as operações de hedge realizadas pelas usinas brasileiras — aproveitando a alta repentina dos preços — surgiram no final do pregão, fazendo com que os preços fechassem em queda.
A produção brasileira de açúcar na safra 2026/27 deve cair 2,9%, para 42,9 milhões de toneladas, segundo a Conab.
O preço do açúcar branco subiu 1,8%, para US$552,20 a tonelada, após atingir seu maior valor desde março de 2025, com US$566,80.
Cacau O cacau em Londres fechou em alta de 20 libras, ou 0,5%, a 4.336 libras por tonelada.
Os corretores afirmaram que as safras na África Ocidental devem diminuir na safra 2026/27, embora possivelmente não o suficiente para evitar outro excedente global.
Espera-se que o excedente no mercado global de cacau diminua para 111.000 toneladas em 2026/27, ante 325.000 toneladas no ciclo anterior, informou na quarta-feira a empresa de serviços financeiros Hedgepoint Global Markets.
O contrato de futuros de cacau em Nova York subiu 0,5%, para US$6.064 por tonelada.
Café O contrato de futuros do café robusta fechou em queda de US$2, ou 0,1%, a US$3.726 por tonelada.
Os corretores acompanhavam de perto o desenvolvimento das safras no Vietnã, principal produtor de robusta.
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