Meta deve agir com transparência na campanha
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A expansão das redes sociais e das tecnologias digitais representa avanço, sem dúvida, tanto para a divulgação das campanhas dos candidatos quanto para o acesso dos cidadãos a diferentes projetos políticos e ao debate público.
Mas tal avanço, dadas a escala e a dinâmica do volume informacional, também representa enorme desafio para que a Justiça Eleitoral faça valer a regulamentação que garante a equidade entre os postulantes.
Por isso as plataformas têm o dever de monitorar e aprimorar seus procedimentos técnicos para minimizar falhas capazes de afetar o processo eleitoral e corrigi-las com transparência do modo mais célere possível.
No dia 9, o perfil oficial de Lula não conseguiu impulsionar postagens no feed do Instagram por quase 24 horas. Esse procedimento é fundamental para que políticos ampliem o acesso aos seus conteúdos, já que o TSE proíbe recomendação algorítmica.
O problema foi reportado à Meta, mas funcionários reclamaram da demora na solução por parte de engenheiros nos EUA.
Nesta segunda (19), o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze estabeleceu prazo de 24 horas para que a Meta comprove que dá tratamento igualitário às duas candidaturas em seus algoritmos e sistemas de inteligência artificial.
Isso porque, segundo Bellizze, a empresa não cumpriu satisfatoriamente uma decisão da corte que, na sexta (16), ordenou a adoção de medidas nesse sentido.
Espera-se que a empresa aja com transparência, apresentando os dados e documentos necessários, além de redobrar a atenção aos seus protocolos e procedimentos técnicos. É o mínimo que as plataformas devem fazer para não levantar dúvidas sobre sua atuação nesse que é o momento basilar da democracia.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.