SP: Grupo planejou sequestrar bancários e forçar R$ 30 mi em transferências
Uma quadrilha planejava sequestrar funcionários de uma cooperativa de crédito em Cravinhos, no interior de São Paulo, para forçar transferências bancárias de até R$ 30 milhões.
Segundo a polícia, o ataque estava previsto para junho de 2025 em uma agência no Jardim Santa Cecília. A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirmam que o grupo pretendia usar pistolas, fuzis, explosivos, veículos roubados e carros blindados.
Integrantes da quadrilha filmaram funcionários sem que eles soubessem e buscaram dados pessoais dos empregados. Conversas extraídas de celulares e divulgadas pela EPTV indicam pedidos de informações sobre o gerente da agência e pesquisas em redes sociais.
Francisco Edivaldo Farias, conhecido como Marighella, é apontado pela polícia como um dos líderes do grupo. Ele aparece em gravações na região, avaliando a capacidade da instituição de movimentar grandes valores, conforme a investigação.
Uma blitz da Polícia Militar na Rodovia Anhanguera interrompeu o plano em 9 de junho de 2025. Francisco e outro suspeito, identificado como Thiago, desobedeceram à ordem de parada, fugiram e foram presos após perseguição.
Policiais localizaram depois um imóvel usado pela quadrilha em Cravinhos. No local, encontraram armamentos, veículos roubados e celulares que ajudaram a identificar outros suspeitos, dizem as autoridades.
As polícias Civil e Militar cumpriram, em fevereiro de 2026, dez mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. A operação teve apoio do Ministério Público, e os equipamentos recolhidos continuam sob análise.
O Ministério Público denunciou 18 pessoas, que já se tornaram rés na Justiça. Parte dos investigados responde por organização criminosa, receptação e posse ilegal de arma de fogo.
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