Derrite defende fim da reeleição para presidente e diz que Congresso pode discutir mandato de até 6 anos
'Vejo dificuldade na reeleição do Alcolumbre', disse Derrite O senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP) afirmou nesta quinta-feira (8) que não votará em Davi Alcolumbre para a presidência do Senado e disse ver dificuldades para a reeleição do atual presidente da Casa.
Ele citou Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) como alternativas para o cargo.
Em entrevista ao Estúdio i, na GloboNews, Derrite defendeu que o próximo presidente do Senado tenha alinhamento com as pautas da direita.
“Não vejo o Davi Alcolumbre com chance de vitória.
Aliás, já declarei publicamente que não votaria nele”, afirmou. ➡️ Ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo, Derrite foi eleito senador neste domingo (4) com 13.273.880 votos, o equivalente a 30,59% dos votos válidos, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ele se tornou o senador mais votado da história do país.
Reforma do Judiciário Derrite também defendeu que o Congresso eleito neste ano promova uma reforma do Judiciário a partir de 2027, com mudanças nas atribuições e no funcionamento do Supremo.
Entre as propostas citadas pelo senador eleito estão o fim das decisões monocráticas e a retirada da competência do STF para julgar questões penais.
Segundo ele, esses processos deveriam ser analisados, no máximo, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), enquanto o Supremo ficaria concentrado em questões constitucionais.
“A Suprema Corte tem que cumprir o papel constitucional de guardião da Constituição, de analisar questões constitucionais, não questões penais”, afirmou.
O senador eleito afirmou ainda que o impeachment de ministros do Supremo deverá estar entre as pautas discutidas pela próxima legislatura.
Questionado se defendia o impeachment de ministros específicos, como Alexandre de Moraes, respondeu: “Todos os ministros que cometeram crime de responsabilidade.
Todos eles, sem exceção.” Possível ministério? Questionado sobre a possibilidade de assumir o Ministério da Justiça caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, Derrite afirmou que o assunto não foi discutido com o candidato e que seu apoio à campanha não está condicionado a um cargo no governo.
“Eu estou focado 100% na eleição do Flávio Bolsonaro para presidente do Brasil.
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