Mulher denuncia assédio após ser mordida por professor de academia em PE
Uma mulher de 25 anos denunciou, em maio, um personal trainer por assédio e importunação sexual em uma academia em Olinda (PE) e diz que ele deu uma mordida em seu ombro. O caso voltou a repercutir nesta semana, depois que o homem voltou a trabalhar no local que a vítima segue frequentando.
Caso ocorreu em uma academia no bairro de Passarinho. Polícia Civil de Pernambuco confirmou ao UOL o registro do boletim de ocorrência de importunação sexual e assédio sexual no dia 22 de maio, por meio da 15ª Delegacia da Mulher em Olinda.
Aluna relatou que o professor a agarrou e a mordeu durante um treino. Em entrevista ao TV Jornal Meio-Dia (SBT), a mulher contou que, quando sua mãe se afastou, o profissional se aproximou sob pretexto de corrigir um exercício. Ele pediu um abraço e, quando ela recusou, ele a agarrou e a mordeu.
Vítima diz ter ficado sem reação. "Eu levei um choque, pensei logo no meu relacionamento, no meu noivo, então mandei mensagem para ele na hora, pedi para outro personal tirar uma foto do que aconteceu, falei para minha mãe, minha mãe ficou estressada com ele, e logo depois a gente foi embora."
Assédios eram recorrentes, segundo a aluna. O personal passava a mão nas costas dela, a abraçava à força e fazia comentários de cunho sexual ao longo das aulas.
Mulher comunicou a dona da academia sobre o episódio. "Naquele momento ela foi muito solícita comigo, disse que não aguentava safadeza e que eu estava certa de fazer isso, e que ele seria demitido, e que dentro da academia eu estaria segura. Então eu relaxei e pensei em deixar para lá."
Nesta quarta-feira, porém, ela foi treinar em um horário fora do habitual e se deparou com o professor trabalhando normalmente. A aluna relatou que tentou falar com a dona, não a encontrou, e avisou que cancelaria a inscrição. Ela ligou para a polícia e o pai foi ao local confrontar o profissional, que disse que "já estava tudo resolvido".
Em nota enviada ao UOL, a academia ElevaFit afirma que demitiu o profissional em maio. "Assim que a administração tomou conhecimento do relato, a situação foi tratada com seriedade e foram adotadas as providências que estavam ao nosso alcance naquele momento, inclusive com o desligamento do profissional."
Academia alega que chamou o ex-funcionário para cobrir duas licenças emergenciais. "Diante dessa emergência e após tentativas de conseguir outros profissionais para realizar essas substituições, sem sucesso naquele momento, o ex-profissional foi chamado pontualmente para a cobertura de apenas duas diárias. Não houve readmissão ou retorno definitivo ao quadro da academia."
Estabelecimento também afirma que não recebeu novas denúncias ou informações acerca do caso. "É importante esclarecer que jamais houve intenção de minimizar o ocorrido, desconsiderar o relato da aluna ou simplesmente colocar novamente o profissional no quadro da academia."
O UOL tenta encontrar a defesa do professor. Como o nome dele não foi divulgado, não foi possível entrar em contato até o momento. Espaço segue aberto para manifestações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.