No Mercadão, Caiado bebe vinho, critica gastos de Lula e não é reconhecido
Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, visitou o Mercado Municipal de São Paulo na manhã de hoje e afirmou que, se eleito, discutirá o fim da escala 6x1 com empresários e trabalhadores.
Caiado percorreu o mercado, cumprimentou comerciantes e experimentou diferentes comidas. Acompanhado do candidato a vice, Gilberto Kassab (PSD), e da senadora Mara Gabrilli (PSD), ele comeu bolinho de bacalhau, queijo, sanduíche e comida árabe. Na saída, ainda tomou uma taça de vinho —além do cafezinho.
Pessoas abordaram o candidato para tirar fotos, mas outras não o reconheceram. Durante a passagem pelo mercado, alguns frequentadores perguntaram em voz alta quem ele era.
Caiado disse que pretende divulgar os resultados de sua gestão no governo de Goiás para se tornar mais conhecido entre os eleitores das classes C e D. O candidato foi questionado sobre o desconhecimento de seu nome nesses segmentos do eleitorado.
O candidato afirmou que não tem dificuldade em aceitar o fim da escala 6x1. "Não tenho dificuldade nenhuma de aceitar isso", disse. Caiado, no entanto, classificou a PEC como eleitoreira e afirmou que a proposta deveria ter sido mais discutida.
Caiado afirmou que empresários e trabalhadores devem participar do debate sobre a PEC. "A gente tem que discutir para aprovar o que é bom. É o trabalhador e o empresário. Esses dois é que deveriam opinar sobre um tema tão relevante quanto este", declarou.
O candidato criticou o governo Lula (PT) ao falar sobre o endividamento da população brasileira. Segundo ele, o governo do petista aumentou a "gastança", o que teria provocado a elevação dos juros. Para o candidato, a redução dos juros dependerá da recuperação da credibilidade do governo e do controle dos gastos públicos.
Ele afirmou que a condução da economia reduz o poder de compra e pode levar o país a uma depressão econômica. "A irresponsabilidade leva ao endividamento das famílias, ao menor poder aquisitivo dos empresários, fechando um ciclo que é o Brasil caminhando para um processo de depressão econômica", disse.
O ex-governador de Goiás voltou a defender mudanças na legislação eleitoral para obrigar os candidatos a participar dos debates promovidos por veículos de comunicação . "É inaceitável que as pessoas se coloquem na condição de fujão no momento em que o país passa pela mais grave crise da economia brasileira", afirmou.
Caiado evitou antecipar nomes de uma eventual equipe de governo. Questionado sobre o economista e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e o promotor Lincoln Gakiya, já citados por ele como possíveis integrantes da equipe, disse que ainda avaliará a composição e defendeu uma presença expressiva de mulheres em seu ministério.
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