Fachin defende reforma do Judiciário sem enfraquecer magistratura
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) , ministro Edson Fachin, defendeu nesta 6ª feira (9.out.2026) que a modernização do Poder Judiciário preserve as garantias constitucionais da magistratura.
Durante encontro com presidentes de tribunais estaduais, em Curitiba (PR), declarou: “Reformar sim, enfraquecer jamais” .
Fachin participou do encerramento da 22ª Reunião do Consepre ( Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça).
No discurso, defendeu que os integrantes do Judiciário participem da elaboração de propostas de mudança e que a busca por eficiência não comprometa a independência dos magistrados.
“Não pode haver reforma contra o Poder Judiciário, mas sim com o Poder Judiciário” , declarou.
O ministro disse que a independência dos juízes é uma garantia para a sociedade, e não um privilégio da categoria.
Também defendeu a preservação das garantias constitucionais que protegem os magistrados contra pressões externas, como as regras sobre permanência no cargo, transferência e remuneração.
Ao encerrar, Fachin reforçou que a abertura ao diálogo e às críticas é compatível com a defesa das instituições e de suas garantias fundamentais.
“O compromisso deve ser simultaneamente com a independência e com a transformação” .
REFORMA DO JUDICIÁRIO Fachin já defendeu a elaboração de propostas para modernizar o sistema de Justiça.
Em junho, criou um grupo de estudos vinculado ao Centro de Estudos Constitucionais do STF para identificar melhorias e formular propostas para a reforma.
O trabalho deve abordar temas como simplificação processual, redução da judicialização, transparência e governança da inteligência artificial.
O ministro também estabeleceu novembro como prazo desejável para a apresentação de uma proposta de reforma.
A iniciativa busca reunir sugestões para aprimorar o funcionamento do sistema de Justiça.
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