A revolução da IA física: como robôs inteligentes estão saindo das telas
A próxima fronteira da inteligência artificial é fazer com que a tecnologia perceba, raciocine e aja no mundo físico.
É o que pesquisadores e empresas têm chamado de “IA física” e que promete transformar a relação entre seres humanos e máquinas inteligentes (mais uma vez).
A ideia vai além de colocar um chatbot dentro de um robô.
Para funcionar no mundo real, a IA precisa compreender informações de diferentes sentidos, interpretar o ambiente ao redor e prever o que pode acontecer a partir de uma determinada ação.
Trata-se de uma mudança importante em relação aos sistemas que simplesmente respondem a comandos ou geram textos, imagens e vídeos.
O tema foi discutido na última quarta-feira (12), durante o SP2B (São Paulo Beyond Business).
A palestra “A era da IA física: como dispositivos inteligentes vão transformar o mundo para além das telas” reuniu Patrícia Florissi, diretora de tecnologia da Google Cloud; Samuel Salomão, da Speedbird Aero, empresa que desenvolve e opera sistemas aéreos autônomos para logística, e Bruno Eisinger, da Infinite Foundry, com foco na criação de "gêmeos digitais".
O que é uma “IA física”? Hoje, é comum pensar em IA como uma janela de conversa: o usuário digita um comando e recebe uma resposta.
No mundo físico, porém, o processo pode acontecer de outra maneira: a pessoa dá uma instrução, a máquina observa o ambiente, interpreta a situação e executa uma ação.
O avanço é acompanhado de perto pela indústria de tecnologia.
O Google, por exemplo, vem desenvolvendo modelos voltados à robótica capazes de combinar percepção, raciocínio e ação.
A própria empresa descreve a IA física como uma nova etapa da robótica, na qual máquinas deixam de seguir apenas automações pré-programadas e passam a utilizar modelos para navegar e interagir com a realidade.
Essa abordagem já começa a aparecer em robôs capazes de perceber o espaço ao redor e tomar decisões com base no que encontram.
Em sistemas de IA embarcada – nome dado aos robôs que fazem inspeções em locais sem conectividade, de acordo com Eisinger –, parte do processamento pode acontecer diretamente no dispositivo, sem depender o tempo todo de uma conexão com a nuvem.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.