Roman: um telescópio em busca do que ainda não vimos
Um dia, erguemos os olhos para o céu e deixamos de ver apenas pontos luminosos.
Passamos a enxergar outros mundos.
Quando Galileu Galilei apontou seu telescópio para o firmamento e descobriu montanhas na Lua, luas orbitando Júpiter e um céu muito mais rico do que nossos olhos podiam perceber, será que imaginou até onde essa curiosidade nos levaria? Séculos depois, lançamos ao espaço instrumentos capazes de observar bilhões de galáxias, investigar planetas ao redor de estrelas distantes e recolher luz que iniciou sua viagem quando o Universo ainda era jovem.
O Nancy Grace Roman Space Telescope é o próximo capítulo dessa antiga aventura humana: olhar para o alto e tentar compreender o que existe além de nós.
Se o cronograma for mantido, o Roman partirá em 30 de agosto de 2026, a bordo de um foguete Falcon Heavy lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Depois, viajará até uma região situada a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, conhecida como ponto de Lagrange L2, onde também opera o Telescópio Espacial James Webb.
Após os primeiros meses de viagem, testes e calibração, deverá estar plenamente operacional em 2027.
Não será apenas mais um olho lançado ao espaço.
Será uma nova maneira de olhar.
Da fotografia ao panorama O Hubble e o James Webb nos acostumaram a imagens que parecem obras de arte.
Berçários de estrelas, nebulosas iluminadas, galáxias remotas e objetos que existiram quando o Universo ainda era muito jovem aparecem diante de nós com uma riqueza de detalhes que, poucas décadas atrás, pertencia apenas à imaginação.
O Roman fará algo diferente.
Imagine que você esteja tentando compreender uma floresta.
Uma possibilidade é escolher uma árvore e examinar suas folhas, seus galhos e as pequenas ranhuras de seu tronco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.