Defensoria pede interdição de lixão em Iranduba onde incêndio dura cinco dias
Incêndio no lixão: fogo persiste e expõe irregularidades em Iranduba A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) pediu à Justiça a interdição e o encerramento definitivo do lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.
O local foi atingido por um incêndio na quinta-feira (13) e segue com focos de queimada até esta terça-feira (18).
A ação civil pública foi apresentada pela Defensoria após anos de denúncias sobre problemas ambientais e de saúde provocados pelo lixão, localizado no Ramal do Creuza, no km 6 do município.
Segundo a instituição, o incêndio já havia sido apontado anteriormente como um risco potencial.
Segundo a atualização mais recente, divulgada pelo Corpo de Bombeiros nesta terça, o fogo permanece confinado dentro da área do lixão, que tem aproximadamente 40 mil metros quadrados.
Cerca de 500 mil litros de água foram usados para controlar o fogo. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Além das viaturas de combate a incêndio, os bombeiros utilizam um drone para mapear a área atingida, uma retroescavadeira e outros equipamentos.
A Prefeitura de Iranduba também disponibilizou uma escavadeira, carros-pipa e caminhões-caçamba para reforçar os trabalhos.
Bombeiros continuam atuando no combate a fogo em lixão no Amazonas.
Divulgação/CBMAM Lixão que pegou fogo em Iranduba já acumulava multas e irregularidades ambientais, diz Ipaam Ipaam multa Prefeitura de Iranduba em R$ 2,5 milhões por queima de resíduos a céu aberto durante incêndio em lixão Pedido de interdição Na ação, a Defensoria pede que a Justiça determine o fechamento imediato do lixão e o fim definitivo das atividades.
Caso o pedido seja aceito, a Prefeitura de Iranduba terá 30 dias para cumprir a medida e apresentar um plano emergencial para a gestão dos resíduos sólidos.
A instituição também pede que o município apresente uma solução provisória para o descarte do lixo, como a contratação de um aterro sanitário licenciado ou a criação de uma estação de transbordo para encaminhar os resíduos a um destino adequado.
A Defensoria solicita ainda a elaboração e execução de um Plano de Recuperação da Área Degradada (PRAD), no prazo de 120 dias.
O pedido prevê multa diária de 1% sobre o valor da causa, que é de R$ 12 milhões, em caso de descumprimento das medidas determinadas pela Justiça.
Moradores denunciam local há anos Segundo a Defensoria, moradores da região denunciam há anos problemas relacionados ao lixão, como poluição do ar, do solo e dos recursos hídricos, além do surgimento de doenças associadas às condições de higiene e salubridade do local.
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