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Economia

Mastercard lucra US$ 4,6 bilhões no 3º trimestre de 2026, alta de 17,9%

UOL Economia ·
Mastercard lucra US$ 4,6 bilhões no 3º trimestre de 2026, alta de 17,9%

A Mastercard teve lucro líquido de US$ 4,63 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 17,9% em relação ao mesmo período de 2025, informou a companhia em seu balanço. Excluindo eventos não recorrentes, o lucro líquido ajustado foi de US$ 4,65 bilhões, alta de 17,5%.

O lucro ajustado exclui US$ 74 milhões em provisões para processos judiciais. Segundo a empresa, o valor se refere principalmente a acordos com comerciantes que optaram por deixar uma ação coletiva nos Estados Unidos. No terceiro trimestre de 2025, o item foi de US$ 83 milhões. Também fica de fora uma perda de US$ 5 milhões com investimentos em participações.

Alíquota efetiva de imposto caiu de 21,5% para 19,4% no trimestre. A Mastercard atribui o recuo a maiores benefícios fiscais pontuais e a outros efeitos tributários em 2026.

O lucro por ação diluído foi de US$ 5,28, alta de 21,7% em um ano. A versão ajustada ficou em US$ 5,31, contra US$ 4,38 (+21,2%). No trimestre, a empresa recomprou 5,3 milhões de ações, ao custo de US$ 3 bilhões, e pagou US$ 763 milhões em dividendos. A média de ações diluídas caiu de 905 milhões para 876 milhões.

Receita líquida somou US$ 9,81 bilhões, contra US$ 8,6 bilhões no terceiro trimestre de 2025. A empresa atribui o avanço ao crescimento da rede de pagamentos, com alta de 11% na receita, e dos serviços e soluções de valor agregado, que subiram 19%. Em moeda constante, a alta também foi de 14%.

O volume bruto de pagamentos (GDV) subiu 7% em moeda local, para US$ 2,952 trilhões. O indicador soma compras e saques feitos com cartões da marca. O volume de compras avançou 9%, o volume transfronteiriço (operações entre países) cresceu 11% e as transações processadas pela rede aumentaram 9%.

Descontos e incentivos pagos a clientes cresceram 18%. Segundo a empresa, o aumento decorre do avanço dos volumes e de contratos novos e renovados. A receita líquida da rede de pagamentos já considera esse crescimento.

Lucro operacional foi de US$ 5,86 bilhões, alta de 15,8%. A margem operacional (parcela da receita que sobra após as despesas operacionais) ficou em 59,8%, contra 58,8% um ano antes. Sem os itens não recorrentes, a margem foi de 60,5%, ante 59,8%.

Despesas operacionais somaram US$ 3,95 bilhões, alta de 11,4%. A empresa atribui o aumento principalmente a maiores despesas gerais e administrativas, que foram de US$ 3,29 bilhões (+12,7%). Aquisições e vendas de operações respondem por 1 ponto percentual da alta de 12% das despesas ajustadas.

A dívida de curto e longo prazo somava US$ 23,94 bilhões em 30 de setembro de 2026, contra US$ 19 bilhões em 31 de dezembro de 2025. A despesa com juros foi de US$ 250 milhões no trimestre, ante US$ 186 milhões um ano antes (+34,4%). Segundo a Mastercard, o saldo de outras receitas e despesas piorou US$ 59 milhões, principalmente por juros sobre a dívida e por perda com investimentos em participações, em parte compensados por acordos de subvenção governamental.

Nos nove primeiros meses de 2026, o lucro líquido somou US$ 12,9 bilhões, alta de 18,2%. A receita foi de US$ 27,48 bilhões (+14,6%).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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