Relatora da taxa das blusinhas avalia compensação para empresas
A relatora da MP da taxa das blusinhas , a senadora Leila Barros (PDT-DF), afirmou a jornalistas nesta 6ª feira (28.ago.2026) que vai avaliar a possibilidade de incluir mecanismos de compensação para empresas no texto.
A medida foi defendida por entidades do setor empresarial, mas, segundo a senadora, nenhuma delas a procurou diretamente para discutir a proposta.
Questionada sobre uma eventual compensação às empresas, após a CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmar que a medida poderia colocar empregos em risco , Leila disse que o tema será analisado.
“A gente vai avaliar.
Não vou dizer que estamos pensando nessa possibilidade.
Como falei, nós gostamos do texto e vamos analisar as iniciativas neste final de semana” , declarou.
Leila disse que pretende preservar o texto original da MP, mas que algumas das 112 emendas apresentadas podem ser incorporadas ao relatório.
Segundo ela, há sugestões que podem contribuir para a preservação de empregos, mas ainda não é possível antecipar quais serão acolhidas.
A senadora vai se reunir com lideranças do Governo e a equipe técnica nesta 6ª, às 15h, no Palácio do Planalto.
Ela disse que vai passar o fim de semana analisando as emendas e discutindo o relatório.
Calendário de tramitação O presidente do colegiado falou a jornalistas o seguinte cronograma de tramitação: 2ª (31.ago): apresentação e votação do relatório na comissão 3ª (1º.set) : votação no Plenário da Câmara 4ª (2.set) : votação no Plenário do Senado Foco em consumidores de baixa renda O presidente da comissão mista que analisa a MP, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), defendeu a manutenção da isenção para compras internacionais de até US$ 50.
Segundo ele, a medida cria uma “simetria de direitos” com consumidores de outros países.
Reginaldo afirmou que o sistema tributário brasileiro passará por mudanças a partir de 2027 , com a implementação do cashback e do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) sobre compras e importações.
Para ele, esses mecanismos permitirão uma estrutura mais racional e voltada à redução do custo de vida.
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