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Excesso de gases: o que pode ser? Veja quando o desconforto deixa de ser normal

O Antagonista ·
Excesso de gases: o que pode ser? Veja quando o desconforto deixa de ser normal

Alterações na alimentação, na digestão e no funcionamento do intestino podem influenciar a forma como o organismo reage

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Os gases fazem parte do funcionamento natural do organismo. Eles estão presentes no sistema digestivo de todas as pessoas e, na maior parte das vezes, são eliminados sem causar problemas. No entanto, quando surgem estufamento, distensão abdominal, flatulência frequente ou dor, o desconforto pode interferir na rotina e na qualidade de vida.

Uma parte dos gases é formada quando bactérias da microbiota intestinal fermentam carboidratos que não foram completamente digeridos ou absorvidos no intestino delgado. Outra parte vem do ar que engolimos naturalmente enquanto comemos ou bebemos.

É importante, porém, diferenciar produção de gases de sensação de estufamento. Nem sempre uma pessoa que se sente muito estufada está produzindo gás em excesso. Em algumas situações, o intestino pode apresentar maior sensibilidade ou dificuldade para movimentar normalmente seu conteúdo, fazendo com que volumes considerados normais de gás provoquem desconforto significativo.

A seguir, o Dr. Renato Riccio, gastroenterologista do dr.consulta, explica as principais causas dos gases, os sintomas mais comuns e quando é importante procurar avaliação médica.

A formação de gases depende da alimentação, da microbiota intestinal, da digestão dos alimentos, do funcionamento do intestino e até da quantidade de ar que engolimos durante o dia. Entre as principais situações relacionadas aos sintomas, estão:

Alguns carboidratos presentes naturalmente nos alimentos não são completamente digeridos ou absorvidos no intestino delgado. Ao chegarem ao intestino grosso, são fermentados pela microbiota, processo que produz gases.

Isso pode acontecer após o consumo de alguns tipos de frutas, vegetais, leguminosas, grãos e outros alimentos. Feijão, lentilha, brócolis, couve-flor, alho e cebola, por exemplo, podem aumentar os sintomas em pessoas mais sensíveis. Porém, isso não significa que esses alimentos sejam prejudiciais ou devam ser retirados indiscriminadamente da alimentação. A tolerância varia muito de uma pessoa para outra.

As fibras são importantes para a saúde intestinal e devem fazer parte de uma alimentação equilibrada. Entretanto, aumentar sua quantidade de maneira muito rápida pode intensificar temporariamente a fermentação e a produção de gases. Por isso, quando necessário, o aumento deve ser gradual, permitindo que o intestino se adapte.

Determinados adoçantes, especialmente os chamados polióis, podem ser pouco absorvidos pelo intestino e aumentar a fermentação. Sorbitol, manitol, xilitol e maltitol são exemplos de adoçantes encontrados em alguns chicletes, balas, doces e outros produtos diet ou sem açúcar.

Na intolerância à lactose, há dificuldade na digestão do açúcar naturalmente presente no leite e em alguns derivados. A lactose que não é adequadamente digerida chega ao intestino grosso e sofre fermentação pelas bactérias, podendo provocar aumento de gases, distensão abdominal, cólicas e diarreia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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