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Economia

LGPD: Oito anos depois, qual o principal desafio das empresas na proteção de dados?

Startups.com.br ·
LGPD: Oito anos depois, qual o principal desafio das empresas na proteção de dados?

Uso de tecnologia no Direito (Foto: Canva) *Por Flávio Santos Lima, advogado atuante na área de direito digital Oito anos da promulgação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), acredito que o Brasil venceu uma etapa importante: a conscientização.

Hoje, dificilmente uma empresa desconhece a legislação e a importância da privacidade de dados.

O tema deixou de ser uma preocupação exclusiva da área de TI e passou a integrar as discussões estratégicas das organizações.

Se antes a principal pergunta era o que é LGPD, hoje passa a ser como transformar a conformidade em continuidade? Ao acompanhar empresas em diferentes níveis de maturidade, percebo que um dos erros mais comuns é tratar a adequação à LGPD como um projeto que tem fim.

Elaboram-se políticas acreditando que isso basta para garantir conformidade.

Mas privacidade é uma disciplina permanente, que exige revisões constantes e uma governança capaz de acompanhar a velocidade com que os dados circulam.

Esse talvez seja o maior paradoxo da proteção de dados no Brasil: avançamos culturalmente, mas temos dificuldade em transformar esse avanço em eficiência operacional.

O que mudou na forma como as empresas enxergam a LGPD? É inegável que houve uma mudança na forma como o mercado enxerga a LGPD.

Se antes a lei era vista como uma burocracia, hoje passou a ser entendida como um tema de estratégia nos negócios.

Esse movimento foi impulsionado pelas grandes empresas, que elevaram as exigências de governança aos seus fornecedores, criando um efeito positivo em toda a cadeia.

Do ponto de vista regulatório, o Brasil acompanha as principais referências internacionais.

Inspirada no GDPR europeu, a LGPD colocou o país em sintonia com algumas das legislações mais modernas do mundo.

Nosso maior desafio está na velocidade com que a tecnologia evolui em um cenário marcado por altos índices de crimes cibernéticos.

Essa realidade ajuda a explicar por que tantas empresas ainda adotam uma postura reativa, investindo em privacidade e segurança apenas depois de um ataque de ransomware ou de uma fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em startups.com.br — o conteúdo pertence a Startups.com.br.

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