terça-feira, 22 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Tecnologia

Como usar ChatGPT e Gemini sem entregar seus maiores segredos

Canaltech ·
Como usar ChatGPT e Gemini sem entregar seus maiores segredos

Os assistentes de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e Claude, são usados para tirar dúvidas, organizar tarefas e até conversar sobre questões pessoais. O problema é que essa proximidade também pode levar usuários a compartilhar informações que deveriam permanecer privadas .

Muitas vezes, as conversas com IA podem reunir dados financeiros, questões de saúde, inseguranças pessoais e detalhes de projetos ou da vida cotidiana. Como esses serviços processam as informações em servidores remotos, o usuário nem sempre tem controle sobre o que acontece com os dados depois do envio .

Existem, porém, diferentes formas de reduzir essa exposição . Elas vão desde contratos que limitam a retenção das conversas até tecnologias de segurança e modelos de IA executados no próprio dispositivo.

O que são e como funcionam os Contratos de Retenção Zero de Dados (ZDR)?

Os chatbots ocupam um espaço parecido com o de um “confessionário virtual”. É comum encontrar usuários compartilhando com a IA informações sobre relacionamentos, finanças, saúde, trabalho e outros assuntos pessoais.

O problema começa quando esses dados são enviados para servidores externos. Serviços tradicionais de IA, como ChatGPT, Claude e Gemini, coletam e armazenam conversas por padrão , de acordo com as políticas de cada plataforma. O uso dessas informações varia conforme o serviço e as configurações escolhidas pelo usuário, podendo incluir o aprimoramento dos modelos de IA.

Além de serem usadas para treinar modelos, as conversas podem ser acessadas por meio de solicitações de autoridades policiais ou por prestadores de serviço terceirizados que ajudam a ajustar os sistemas. Dependendo das políticas de cada empresa, os dados também podem chegar a parceiros comerciais e anunciantes ou ser requisitados em intimações de processos judiciais civis. Isso cria uma nova preocupação de privacidade, já que uma única conversa pode concentrar uma quantidade grande de informações sobre uma pessoa.

Como observa Moxie Marlinspike, criador do Signal, o principal ponto de exposição que antes estava nas mensagens de texto não criptografadas migrou para as conversas com IA. Segundo ele, essa mudança amplia os riscos de privacidade, já que os sistemas de IA concentram uma quantidade muito maior de informações sobre os usuários.

Uma das alternativas à coleta de dados são os contratos de Retenção Zero de Dados (Zero Data Retention ou ZDR). Empresas como OpenAI, Anthropic e Google oferecem esses acordos, que determinam a exclusão dos registros das conversas após o processamento . Porém, essa opção costuma ficar restrita a contas corporativas e de desenvolvedores pagas, fora do alcance da maioria dos usuários comuns.

O ZDR também tem exceções para monitoramento de segurança e prevenção de abusos. A Anthropic, por exemplo, não aplica a retenção zero a pesquisas sobre hacking ou fraudes. A OpenAI usa o Private Safety Processing para analisar atividades nos sistemas do cliente antes da exclusão e pode alertar a equipe da plataforma em caso de irregularidades.

No Google, prompts do Gemini podem ser mantidos para análise de abusos mesmo sob ZDR.

Ler a notícia completa no Canaltech ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.

Mais de Canaltech

Ver tudo ›

Mais em Tecnologia

Ver tudo ›