BH: "Lei do silêncio agora é respeitada", diz síndico do prédio de PM morta
Belo Horizonte – Pouco mais de um mês após morte da capitã da PM Michele Leão, de 41 anos, o clima no prédio onde ela residia, no bairro Palmares, na capital mineira , mudou .
De acordo com o síndico do prédio, a Lei do Silêncio voltou a prevalecer no ambiente.
“Quanto à Lei do silêncio e perturbação do sossego que era bastante desrespeitada no condomínio, depois do ocorrido voltou automaticamente ser respeitada”, disse Dirceu de Oliveira.
Segundo indiciamento da Polícia Civil, a capitã Michele foi morta pelo próprio companheiro, o 3º Sargento da PM, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, no dia 20 de julho.
O sargento relatou aos policiais que o casal fez uma festa em casa no domingo (19/7) e que, após a saída dos convidados, os dois teriam usado a droga sintética ecstasy e feito sexo consensual.
O sargento também disse que a esposa caiu da escada e teve uma lesão na cabeça, mas teria negado ser levada ao hospital para não ter que relatar o uso de drogas .
Ele disse que então os dois dormiram e que ela estava sem resposta quando ele acordou.
Ele a levou ao hospital, já sem vida.
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Em algumas ocasiões, segundo ele, o apartamento recebia entre 50 e 60 convidados .
Dirceu disse ao Metrópoles que, após a morte da capitã, já foram implementadas algumas melhorias para a segurança de todos .
“Já fizemos várias melhorias em nossa segurança e algumas alterações que já estavam previstas antes do acontecido”, afirma.
Dirceu afirma que o prédio sempre foi um ambiente familiar e que em aproximadamente 30 anos em que ele está lá, os moradores nunca tinham passado por uma situação como a enfrentada em julho.
Ele lamentou a morte da capitã.
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