Depois de um naufrágio provocado por animais no Pacífico, uma família passou 38 dias em pequenos botes improvisando comida, água e abrigo até finalmente encontrar uma embarcação que pudesse resgatá-los
Após o Lucette afundar no Pacífico, seis pessoas sobreviveram com água da chuva, pesca e um pequeno bote até o resgate no 38º dia
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em 15 de junho de 1972, três orcas atingiram repetidamente o casco do veleiro Lucette , que afundou em poucos minutos no Pacífico. A família Robertson , acompanhada por um jovem viajante, conseguiu escapar para um bote inflável e um pequeno dingue de fibra de vidro. Sem rádio, instrumentos de navegação ou suprimentos suficientes, seis pessoas permaneceriam 38 dias à deriva antes de serem encontradas.
Dougal e Lyn Robertson haviam deixado a Inglaterra em 1971 com os filhos para realizar uma viagem ao redor do mundo. Quando chegaram ao Pacífico, a filha Anne já havia deixado a expedição, e o jovem Robin Williams seguia a bordo com Dougal, Lyn, Douglas e os gêmeos Neil e Sandy.
Na manhã de 15 de junho, cerca de 200 milhas a oeste das ilhas Galápagos, três fortes impactos abriram grandes danos no casco de madeira. Relatos dos sobreviventes identificaram três orcas. O Lucette afundou tão rapidamente que o grupo teve apenas alguns minutos para lançar as embarcações de emergência e retirar o que conseguisse.
Os sobreviventes ficaram com um bote salva-vidas inflável e o Ednamair , pequeno dingue de aproximadamente 2,8 metros. Os suprimentos recuperados eram muito inferiores aos necessários para permanecer semanas no oceano, e ninguém em terra sabia imediatamente que o Lucette havia desaparecido.
Este documentário reconstrói especificamente o naufrágio do Lucette e a sobrevivência dos Robertson no Pacífico, mostrando como a família passou de uma viagem de volta ao mundo para uma luta diária por água e alimento.
Depois que as provisões iniciais começaram a terminar, sobreviver passou a depender diretamente do oceano. Eles coletavam água da chuva e capturavam peixes, especialmente dourados e peixes-voadores. Tartarugas também forneceram carne e líquidos quando a disponibilidade de água doce se tornou crítica.
Dougal tinha experiência marítima e transformou praticamente qualquer material disponível em ferramenta. A caixa de costura de Lyn, por exemplo, forneceu pequenos objetos úteis para reparos e improvisações. A alimentação era irregular, e a prioridade era equilibrar aquilo que conseguiam capturar com o esforço físico necessário para permanecer vivos.
O bote inflável começou a deteriorar-se durante a deriva e acabou deixando de ser uma opção segura. Após cerca de 16 dias, os seis tiveram de se concentrar no minúsculo Ednamair , originalmente utilizado apenas como embarcação auxiliar do veleiro.
A mudança deixou seis pessoas espremidas em uma embarcação aberta de poucos metros. Ainda assim, o pequeno bote permaneceu funcional e hoje está preservado no National Maritime Museum Cornwall como testemunho físico da sobrevivência do grupo.
O grupo tentou aproveitar ventos e correntes em direção a regiões onde esperava encontrar chuva e, posteriormente, aproximar-se das rotas marítimas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.