Defesa de militar que matou vigilante em acidente pede exame de insanidade
A defesa do soldado do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, denunciado por homicídio com dolo eventual e embriaguez ao volante, pediu à Justiça a instauração de incidente de insanidade mental com pedido de suspensão da ação penal.
O objetivo dos advogados é atestar se o militar era capaz de entender o caráter ilícito de seus atos quando atropelou e matou a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos.
O pedido, assinado pelos advogados Renato da Rocha Ferreira e Patrícia Sanches Ferreira, sustenta haver "dúvida razoável e robusta" sobre a imputabilidade penal do jovem.
Entre os documentos anexados ao processo estão relatórios do Hospital Militar de Área de Campo Grande e do Hospital Psiquiátrico Nosso Lar.
De acordo com a defesa, Victor tem histórico prévio de graves distúrbios psíquicos e tentativas de suicídio antes mesmo da tragédia.
Em maio de 2025, o militar chegou a ficar internado por quase um mês no Hospital Nosso Lar.
Diagnósticos anexados à petição indicam que ele é acompanhado de laudos de transtornos psicóticos e de humor e transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave sem sintomas psicóticos, além de fazer uso irregular das medicações prescritas.
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