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Política

Flávio Bolsonaro culpou juíza assassinada por sua morte e disse que ela “humilhava” milicianos

Revista Fórum ·
Flávio Bolsonaro culpou juíza assassinada por sua morte e disse que ela “humilhava” milicianos

A revelação recente trazida à tona pelo ex-deputado Marcelo Freixo de que o parlamentar e atual pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) atuou na defesa jurídica do policial militar Bruno Delaroli , denunciado pela morte da menina Ana Clara Machado, de apenas 5 anos, atingida por um disparo de fuzil em 2021, acendeu novamente os holofotes sobre uma postura recorrente na trajetória política do primogênito de Jair Bolsonaro.

O padrão de atuação, marcado pelo amparo ostensivo a agentes envolvidos em crimes graves e de forte repercussão social, não se trata de um episódio isolado ou de uma inflexão recente.

Trata-se de uma tônica estrutural que atravessa décadas de sua carreira pública.

Para compreender a profundidade desse alinhamento, basta recuar no tempo e resgatar a postura do então deputado estadual durante um dos momentos mais sombrios da história do Judiciário fluminense: a execução da juíza Patrícia Acioli, ocorrida em agosto de 2011, e considerado um dos crimes mais brutais do país no século XXI.

Afronta à memória de Patrícia Acioli Na noite de 11 de agosto de 2011, a magistrada Patrícia Acioli, titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi vítima de uma emboscada fatal ao chegar à sua residência, em Niterói.

Alvo de 21 tiros de fuzil e pistola, ela foi sumariamente executada por policiais militares integrantes de uma organização criminosa que operava na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Acioli era reconhecida nacionalmente pela firmeza implacável com que combatia a ação de milícias e autos de resistência forjados na periferia fluminense, tendo mandado à prisão dezenas de agentes corruptos e violentos.

Enquanto o país reagia consternado ao atentado contra o próprio Estado Democrático de Direito, Flávio Bolsonaro recorreu às redes sociais para manifestar uma posição que chocou juristas e a população em geral.

Em vez de prestar solidariedade à família da magistrada ou condenar a ação brutal do crime organizado encastelado no aparato estatal, o parlamentar preferiu relativizar o homicídio e atribuir à própria vítima a responsabilidade pelo seu trágico fim.

Em publicação feita em seu perfil oficial no Twitter à época, Flávio declarou: “ Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais nas sessões contribuiu para ter muitos inimigos ” .

Em postagens subsequentes, o parlamentar complementou a retórica alegando que orientava agentes a denunciarem a magistrada por suposto “abuso de autoridade”.

Ao qualificar o rigor técnico e republicano da juíza contra milicianos como “humilhação gratuita”, Flávio Bolsonaro inverteu os papéis de vítima e algoz.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.

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