Do “tesouraço” de Flávio Bolsonaro ao corte de R$ 3 trilhões de Renan Santos: as visões dos candidatos ao ajuste fiscal “inevitável”
Um ajuste fiscal “inevitável” em 2027 é um dos principais pontos de divergência econômica na eleição presidencial de 2026 e pode ter impacto direto tanto no comportamento dos mercados quanto no resultado das urnas.
A avaliação foi feita pelo economista e especialista em investimentos da Empiricus , Matheus Spiess , durante a quarta edição do programa Radar das Eleições , apresentado por Vinicius Pinheiro, do Money Times , com participação do editor de Política, Gustavo Porto.
Para Spiess, o ponto central da disputa econômica nos planos de governo e nas campanhas é que algum tipo de ajuste fiscal será inevitável a partir de 2027, independentemente de quem vencer a eleição.
O problema, segundo ele, é que medidas de contenção de gastos são impopulares e podem ser difíceis de sustentar politicamente.
“Existe um grau de inevitabilidade sobre algum ajuste fiscal”, afirmou Spiess.
A diferença entre os principais candidatos, na avaliação do economista, está justamente na disposição de enfrentar o problema.
Candidatos de oposição apresentam propostas mais agressivas de controle das despesas.
Mas o programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado mais vago sobre como pretende equilibrar as contas públicas em um eventual quarto mandato, apesar da cobrança e da promessa de seus auxiliares, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan .
Sprint eleitoral: o plano de investimentos para lucrar com as campanhas Tesouraço x Arcabouço O senador Flávio Bolsonaro (PL) adotou a expressão “ tesouraço ” para tratar de eficiência do Estado e redução de despesas, enquanto Renan Santos (Missão) apresenta a proposta mais radical entre os três, com a promessa de um corte de R$ 3 trilhões em dez anos, metade durante o primeiro mandato.
Na avaliação de Spiess, o maior risco para Lula em um eventual quarto mandato seria tentar fazer um ajuste sem convicção suficiente para convencer o mercado.
O economista usou como referência a tentativa de ajuste conduzida pelo ex-ministro Joaquim Levy após a reeleição de Dilma Rousseff , em 2014.
Em seu programa de governo, o presidente fala em manter o atual arcabouço fiscal, que sofre críticas de parte dos economistas.
Segundo Spiess, a experiência mostrou que um ajuste fiscal sem sustentação política tende a fracassar.
“Quando você faz alguma coisa sem convicção, você não vai adiante”, afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.