Grupo tenta invadir terreno de espólio ligado a grupo bilionário
Uma área de seis hectares ligada à família do herdeiro do bilionário Grupo Melhoramentos, Uwe Plöger, foi alvo de uma invasão na manhã deste sábado (29), no bairro Jardim Pênfigo, em Campo Grande.
Cerca de 150 pessoas ocuparam o terreno, reivindicando o local para construção de moradias.
Os ocupantes chegaram ao local por volta das 5h da manhã, descarregando tijolos para iniciar as obras, mas desmobilizaram a ocupação após a intervenção das autoridades, prometendo retornar na próxima segunda-feira (31).
De acordo com o grupo, a Justiça teria desapropriado a propriedade, que estaria abandonada.
Para fundamentar a ação, os manifestantes apresentaram certidões e matrículas registradas, alegando que a área pertenceria à União e que o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Mato Grosso teria desapropriado a área.
Segundo Aldevir Ribeiro, um dos mobilizadores da ação, o movimento reúne pessoas em extrema vulnerabilidade, muitas das quais vivem de aluguel, moram de favor com parentes ou enfrentam o risco iminente de despejo, além de famílias inscritas há anos em programas habitacionais da Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande) e da Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul).
“A maioria do grupo são mães solteiras, que não têm casa, não têm para onde ir.
Tem pessoas aqui que estão praticamente em estado de rua”, relata o representante.
Documento alterado Por outro lado, os herdeiros e a defesa do espólio contestam as alegações de abandono e desapropriação.
Os inventariantes destacaram que residem na propriedade, cuidam da chácara e mantêm a criação de animais como cavalos, galinhas , cães e gatos.
Roney Nobre de Miranda Plöger, herdeiro do espólio e morador da propriedade, relata que a ocupação foi organizada de forma silenciosa e pegou a família de surpresa pela manhã.
“Eles não têm o direito de pegar o que é da gente.
A gente trabalha para ter as coisas e daí simplesmente de um dia para a noite alguém chega e fala: ‘Não, essa área é minha’”, desabafou.
A família ressalta que o terreno não foi desapropriado e segue regular enquanto aguarda a conclusão do inventário.
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