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‘O povo quer mudança’: eleições palestinas sob o genocídio israelense

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‘O povo quer mudança’: eleições palestinas sob o genocídio israelense

Em um decreto de 9 de julho, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, convocou eleições legislativas palestinas para 28 de novembro. Essa será a primeira votação desse tipo desde janeiro de 2006. “Esperamos que elas sejam realizadas no prazo e não sejam adiadas indefinidamente”, destaca Ubai Aboudi, pesquisador e defensor de direitos humanos, que vive em Ramallah, cidade palestina na Cisjordânia ocupada.

“Ter um conselho que seja representativo, com todas as diferentes forças políticas palestinas representadas, pode realmente proporcionar ao povo um sistema de governança mais equilibrado que possa realmente abordar os problemas que enfrentamos: a presença da ocupação, a corrupção generalizada, o roubo de recursos palestinos e a limpeza étnica dos palestinos”, afirma a Opera Mundi .

A campanha eleitoral está prevista para começar em 6 de novembro, apesar das complexidades existentes, incluindo a guerra genocida de Israel contra Gaza , a escalada da violência na Cisjordânia ocupada e as restrições do governo Netanyahu em Jerusalém Oriental ocupada.

“Incursões israelenses, fechamentos e prisões são práticas diárias e constantes”, aponta, apesar do acordo de cessar-fogo ter entrado em vigor em outubro de 2025 . No dia em que a entrevista foi realizada, Aboudi conta que nas primeiras horas da manhã, “por volta das 2h ou 3h da madrugada, a maioria das prisões é para detenção administrativa”.

“Em geral, as mesmas políticas continuam: ataques de colonos, casas palestinas sitiadas – como está acontecendo agora, e estamos recebendo muita cobertura disso. Basicamente, vidas palestinas estão sendo visadas”, diz.

“É importante lembrar que nenhum de nós está livre até que todos nós estejamos verdadeiramente livres”, pontua Aboudi. “As mesmas políticas que estão sendo aplicadas contra os palestinos, a mesma repressão se espalharão globalmente , a menos que os povos do mundo se levantem contra isso. E podemos ver que o povo brasileiro, em geral, entende isso”, acrescenta.

Ubai Aboudi: nós, como povo palestino, fomos comandados por uma das piores lideranças que já existiram – uma que falhou em atender às nossas aspirações como povo por liberdade, por uma sociedade democrática, por desenvolvimento, por descolonização. O que aconteceu, na verdade, foi que tivemos uma liderança que é cúmplice, eu diria hoje, em grandes escândalos de corrupção, abuso de poder e algumas das piores práticas já vistas.

Portanto, essas eleições representam uma oportunidade bem-vinda de mudança. Embora sejam afetadas por muitos desafios, um deles é o fato de estarmos sob ocupação ilegal de Israel . A ocupação pode não permitir o pleito eleitoral ou reprimir aqueles que concorrem com uma pauta de libertação nacional ou de proteção dos direitos palestinos.

Também há forte interferência das potências ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, nas eleições. Na última vez em que foram convocadas, por exemplo, as eleições foram canceladas com base em uma recomendação de Washington. Portanto, o que temos aqui é uma situação precária. Mas, apesar disso, o povo quer mudança.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

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