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Em 6 meses, influenciador movimentou cerca de R$ 100 milhões com rifas ilegais

Campo Grande News ·
Em 6 meses, influenciador movimentou cerca de R$ 100 milhões com rifas ilegais

Em apenas seis meses, Eduardo Razuk, o principal investigado na operação deflagrada nesta terça-feira (18) pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul movimentou mais de R$ 100 milhões com a venda de cotas de rifas consideradas ilegais pela investigação.

O influenciador, que realizava os sorteios pelas redes sociais, chegava a faturar cerca de R$ 1,9 milhão por rifa e promovia os sorteios uma ou duas vezes por semana.

A operação investiga um esquema de exploração ilegal de loterias, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão em diferentes estados.

Eduardo Rezende da Silva Razuk e Rafael Rezende da Silva Razuk foram presos em Campo Grande, Cícero Fabiano Melo Silva foi preso em João Pessoa (PB) e outro investigado foi preso no Rio de Janeiro (RJ).

Também foi cumprido mandado de busca e apreensão em Brasília (DF).

Segundo os delegados Ivan Barreira, diretor do Departamento de Polícia Especializada, e Pedro Cunha, as investigações começaram há alguns meses após denúncias anônimas sobre a realização de rifas e a possível lavagem do dinheiro obtido com os sorteios.

“Fomos atrás a respeito da ilegalidade do que estava sendo praticado.

Buscamos a extensão do pessoal que participava com eles nesses sorteios”, explicou Ivan Barreira durante coletiva de imprensa.

Conforme a investigação, o principal alvo realizava rifas pela internet desde 2019, utilizando principalmente Instagram e YouTube para divulgar os sorteios e comercializar as cotas.

Segundo os delegados, a prática ocorreu sem autorização até os dias atuais.

A polícia afirma que, a partir de 2025, os investigados passaram a buscar mecanismos para dar aparência de legalidade às rifas.

Para isso, teriam ampliado a rede de envolvidos, com participação de pessoas de outros estados e empresas que faziam a intermediação das operações.

De acordo com os investigadores, os suspeitos criavam uma estrutura para dar uma “falsa roupagem” de legalidade ao dinheiro movimentado.

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