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Quando e como surgiu

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Quando e como surgiu

O peronismo surgiu na Argentina na década de 1940, a partir de um movimento político articulado com a participação de Juan Domingo Perón.

Assim mesmo, e já tendo passado mais de 50 anos de sua morte, o peronismo ainda continua sendo a maior força política da Argentina.

A ascensão de Perón começou de fato quando um grupo de oficiais do Exército, do qual ele participou, deu um golpe em 1943, resultando na sua nomeação como secretário do Trabalho e Previdência.

De imediato, o então secretário Domingo Perón aproximou-se dos sindicatos e da nova classe operária argentina ao implantar medidas de grande apelo popular, como a criação do salário mínimo, das férias remuneradas, dos tribunais do trabalho e do 13º salário.

Entretanto, no dia 17 de outubro de 1945, em razão de sua altíssima popularidade, as elites argentinas, inclusive setores militares, decidiram prender Domingo Perón.

Em resposta, multidões de trabalhadores tomaram a Praça de Mayo, em Buenos Aires, exigindo sua libertação — o que deu origem ao movimento peronista e o levou a ser eleito presidente no ano de 1946.

Afora os três mandatos presidenciais exercidos pelo próprio Domingo Perón (e o período em que sua esposa, Isabelita Perón, esteve no poder), o peronismo já conseguiu eleger oito dos dez presidentes da Argentina.

Mas, para esclarecer: o atual presidente, Javier Milei, elegeu-se fazendo oposição ferrenha ao peronismo e, caso decida concorrer à reeleição, por certo enfrentará um candidato defensor do peronismo, vinculado ao Partido Justicialista (PJ), legenda criada por Domingo Perón.

E, cá entre nós, no que isso se compara ao Brasil? Se na Argentina o peronismo se fortaleceu ao longo do tempo, o que acontecerá com o PT sem Lula? Afinal, o petismo em si, enquanto estrutura partidária, nunca foi uma fortaleza isolada, a não ser nas disputas em que o próprio Lula esteve nas urnas.

Que o lulismo é bem mais forte, eleitoralmente falando, do que o próprio PT, basta recordar as eleições de 1989 — a primeira após a redemocratização —, quando, contra todas as previsões, o candidato Lula chegou ao segundo turno, superando nomes tradicionais como Ulysses Guimarães, Mário Covas, Leonel Brizola e Paulo Maluf, em uma disputa cujo primeiro lugar ficou com Fernando Collor.

Impossibilitado de concorrer em futuras eleições por questões geracionais ou jurídicas, pergunto: o que será do PT sem Lula? E, por último: qual será o futuro da nossa democracia se Flávio Bolsonaro vier a ser eleito?

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