Organizadas do Corinthians protestam no Parque São Jorge: 'Intervenção já'
Torcedores do Corinthians fizeram uma manifestação em frente ao Parque São Jorge na manhã de hoje para pedir uma intervenção judicial no clube.
Cantos de ordem foram entoados contra o presidente Osmar Stábile . Além dele, foram alvos também o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Jr., e o vice-presidente Armando Mendonça.
Essa é a segunda manifestação da torcida corintiana na semana. Na quinta-feira, torcedores já haviam feito um ato em frente à sede do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), no centro de São Paulo.
Em entrevista exclusiva ao UOL antes da manifestação, Ambra explicou pela primeira vez por que o Ministério Público decidiu investigar a possibilidade de uma intervenção no Corinthians. A apuração começou após uma representação enviada pelo promotor criminal Cássio Conserino, que conduz outras investigações relacionadas ao clube.
Recebemos uma representação relatando inúmeras irregularidades que justificaram a proposição de algumas ações penais. Ele sugeria que esse cenário poderia justificar uma intervenção judicial. Ambra, ao UOL
O Ministério Público entendeu que havia motivos para acompanhar o caso porque considera o Corinthians um patrimônio cultural e avalia que uma eventual crise no clube pode afetar milhões de torcedores. O órgão também levou em conta a relação financeira dos torcedores com a instituição.
São pessoas que colocam dinheiro no clube, pagam ingresso, compram produtos licenciados e participaram da vaquinha da Fiel. Entendemos que cabia a intervenção do Ministério Público para tutelar o patrimônio cultural e também essa coletividade de torcedores. Luiz Ambra
Segundo Ambra, três pontos foram considerados para iniciar a investigação: o tamanho da dívida do Corinthians, as disputas políticas internas e informações sobre possíveis irregularidades cometidas por dirigentes. Esses fatores, de acordo com o promotor, formaram o cenário que levou o MP a abrir o procedimento.
O cenário que tínhamos era a notícia de uma dívida gigantesca que poderia inviabilizar a própria existência do clube. Além disso, o ambiente político dificultava que fossem tomadas medidas necessárias para superar esse momento. E havia notícias de ilícitos penais cometidos em tese por ex-dirigentes e que, em tese, lesavam o clube.
A investigação ainda está no começo, e o Ministério Público não decidiu se vai pedir à Justiça uma intervenção no Corinthians. Ambra afirmou que, neste momento, não é possível estimar nem mesmo a possibilidade de a medida ser proposta.
Existe razão para a investigação. Existem circunstâncias que justificam a apuração. Porém, nós não podemos apontar percentual de chance de ser proposta uma ação e também de ser alcançado seu objetivo. Luiz Ambra
Se o MP encontrar elementos suficientes, poderá pedir à Justiça que determine uma intervenção. Isso não significaria necessariamente a saída imediata da atual diretoria nem uma mudança no modelo de funcionamento do clube.
A intervenção, segundo Ambra, consistiria na escolha de uma pessoa para assumir determinadas tarefas no Corinthians durante um período limitado.
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