Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
Uma das investigações mais delicadas do mercado financeiro brasileiro ganhou um novo desdobramento nesta quinta-feira (3).
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Trustee DTVM e da Banvox DTVM , duas instituições ligadas ao entorno do Banco Master e que administravam fundos citados na Operação Carbono Oculto .
A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado por meio de estruturas financeiras sofisticadas.
A medida do BC adiciona mais um elemento de pressão a uma apuração que, desde o ano passado, vem revelando o papel de fundos de investimento, fintechs e outros veículos financeiros supostamente utilizados para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos investigados.
A Trustee ocupava uma posição especialmente relevante nesse contexto.
A instituição era a principal administradora dos fundos da Master Asset Management, divisão de gestão de recursos do grupo Banco Master.
A instituição pertence a Maurício Quadrado , executivo que integrou o círculo mais próximo do Banco Master antes de deixar o grupo em 2024.
O empresário Nelson Tanure também costuma ser frequentemente associado ao negócio.
Segundo o BC, a decisão foi tomada em razão da “existência de graves violações às normas legais que disciplinam as atividades das instituições”.
Apesar da gravidade da medida, Trustee e Banvox têm participação pequena no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Juntas, respondiam, em julho de 2026, por menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro e por 0,76% do volume de recursos de terceiros sob administração.
As distribuidoras integram o mesmo conglomerado prudencial, enquadrado no segmento S4 da classificação regulatória do Banco Central.
O que dizem a Trustee e a Banvox? Procuradas pelo Seu Dinheiro , Trustee e Banvox contestaram a liquidação e afirmaram que “não há nenhuma irregularidade na estrutura de suas operações ou violações às normas do mercado de capitais”.
“As empresas jamais foram notificadas pelo Banco Central para qualquer enquadramento nesse sentido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.