Novo ‘Castlevania’ usa nostalgia e Netflix para modernizar série clássica
Nos últimos anos a Konami tem feito um excelente trabalho de reviver jogos queridos há muito tempo esquecidos.
Fez isso com duas excelentes coletâneas de Metal Gear , caprichou ainda mais com excelentes releituras e novos capítulos de Silent Hill e agora traz um capricho extremo com Castlevania .
Belmont’s Curse é o primeiro game original da série em mais de uma década, desde o fim da trilogia Lords of Shadow , considerada um spin-off, e quase vinte anos se considerarmos o último título da linhagem principal da franquia.
Nesse tempo todo de ausência, o estilo de jogo que ajudou a criar, chamado metroidvania, evoluiu de forma impressionante, graças especialmente a games indie como Hollow Knight e Dead Cells .
Por outro lado, a paixão dos sempre manteve uma chama de esperança acesa por conta das excelentes séries animadas da Netflix .
Felizmente, tudo isso converge de forma sublime em Belmont’s Curse, resultando em um jogo que resgata e respeita tradições, mas ao mesmo tempo ousa mudar elementos importantes e atualiza Castlevania para os tempos atuais com a promessa de um futuro brilhante.
A história é sequência direta do antigo Castlevania 3, um dos episódios mais celebrados e que serviu de inspiração para as produções da Netflix, e tem como protagonista Rose Belmont , filha de Trevor Belmont e Sypha Belnades , casal notório de caça-vampiros que derrotou o vilão Drácula .
Continua após a publicidade Uma nova ameaça surge na Europa e Paris é atacada por diversos monstros, o que motiva o bispo da cidade a pedir ajuda para a família Belmont.
A trama cresce e toma rumos tanto previsíveis quanto inesperados, entregando o que todo fã de Castlevania espera, mas também com algumas surpresas na manga.
O jogo começa de forma linear e em poucas horas se abre de forma empolgante, uma evolução que espelha a própria transformação da franquia ao longo de 40 anos.
São cerca de 15 horas para terminar a aventura, mas é fácil chegar ao dobro disso caso queira mergulhar em todos os segredos que a nova jornada contra Drácula oferece.
Porém, enquanto a exploração traz contornos lineares, o sangue que corre nos controles é de outra linhagem.
Rose Belmont pode usar um chicote para explorar os cenários de forma útil e elegante em Castlevania Konami/Divulgação Continua após a publicidade A movimentação é fluida e de ritmo cadenciado, uma das assinaturas dos estúdios franceses Motion Twin e Evil Empire , responsáveis pelo desenvolvimento de Belmont’s Curse, mas também por Dead Cells, um dos metroidvanias que revitalizaram o gênero de forma marcante.
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